A Verdade Sobre Israel

A Verdade Sobre Israel

A maioria das pessoas tem a mídia como referência para formar opinião sobre quase tudo, em detrimento de livros de história, revistas especializadas ou viagens. Durante anos, Israel tem sido vítima de notícias tendenciosas, que mostram apenas o que é de interesse de seus criadores. Nesta matéria, nosso objetivo é mostrar a realidade de Israel, após ficarmos 10 dias visitando não apenas os pontos turísticos, mas convivendo no dia a dia do povo israelense. Esperamos que estas informações sirvam para que você, assim como a nossa equipe, conheça a verdade sobre a Terra Santa.

Grande parte da população mundial pensa em Israel como um lugar perigoso, aonde, a todo o momento, bombas explodem e terroristas atacam pessoas inocentes. Visualizam tanques de guerra nas ruas cheias de escombros, pessoas assustadas andando apressadamente e sirenes que, de repente, tocam avisando mais um ataque iminente. Este também é o retrato que a mídia mundial estampa em seus periódicos, noticiando eventos isolados e, hoje, raros, como o dia a dia da nação de Israel. Gostaria que os jornalista e editores destes periódicos passassem, pelo menos, uma semana em Israel, para conhecer o Verdadeiro Estado e ver de perto a riqueza de sua economia, agricultura, tecnologia, educação e a beleza de suas paisagens e arquitetura milenares. Eles ficarão surpresos com a estrutura turística, hotéis cinco estrelas, praias maravilhosas, ruas limpíssimas e trânsito organizado. Depois disto, terei um grande prazer em ler suas matérias, pois sei que terão argumentos para falar a verdade sobre Israel.

Introdução

A chamada Terra Santa, a Terra da Promissão da Bíblia, é geograficamente bem pequena. Mais ou menos uns 30 mil km2, estendendo-se verticalmente do sul do Monte Líbano até o Deserto de Neguev e horizontalmente das costas do Mar Mediterrâneo até às margens do Rio Jordão, que depois de alimentar o Lago da Galiléia, deságua no Mar Morto. Apesar de ser apontada pelos antigos profetas como a terra do maná, onde o alimento, por assim dizer, caía do céu, a escassez sempre foi comum. As poucas áreas agrícolas existentes, devido à raridade das chuvas, permitiam uma modesta colheita de grãos que nunca se caracterizaram pela abundância ou pela prodigalidade. As áreas pedregosas, por sua vez, bem mais elevadas, foram usadas ao longo da história para a criação de cabritos e ovelhas.

Se a região, sob o ponto de vista econômico, material, foi sempre modestíssima, não tendo minas de ouro ou de mármore, nem sequer poços de petróleo, permanentemente assolada pela pobreza, o mesmo não se aplica ao que ela representou na imaginação religiosa e sobrenatural dos homens. Não há, nem nunca houve, em mais de 5 mil anos de história, um território tão disputado e tão conflagrado como a área do antigo Reino de Israel. Por séculos afora os deuses e os profetas das mais variadas origens e procedências, lutaram entre si, em impressionantes e sangrentas batalhas teológicas, pela conquista dos corações e das mentes dos homens, fazendo daquelas terras abrigo de maravilhas, mas também de fanatismos e intermináveis discórdias entre os povos semitas, os descendentes de Abraão (que, presume-se, teria chegado à região cerca de 1.850 a.C.).

Para os judeus, provavelmente os seus mais antigos habitantes, ela é a Eretz Israel, a terra dada por Jeová ao Povo Eleito, a Terra da Promissão, o local que Deus apontou a Moisés como o lar definitivo dos judeus. Para os cristãos, a Terra Santa é duplamente sagrada. Jesus Cristo, o Messias, aquele que além de anunciar a chegada do Reino dos Céus sacrificou-se pelo bem da humanidade inteira, nasceu e morreu nela. O filho de Deus veio ao mundo em Belém, cresceu em Nazaré, pregou na Galiléia e foi crucificado em Jerusalém (cerca do ano 33). Local de onde logo ressuscitou para vir animar seus discípulos a que seguissem na difusão do Evangelho. Apegados ao Novo Testamento, escrito por quatro apóstolos a partir da segunda metade do século I, todas as referências que os cristãos neles encontram sobre a vida de Jesus fazem referência a Terra Santa, sendo que todos os seus passos, três séculos depois da sua morte, foram reconstituídos por Helena (cerca de 327-8), a mãe do imperador Constantino que se convertera a nova fé no ano de 313.

Por último, ela é também o Nobre Lugar para os muçulmanos, visto que, de acordo com eles, foi do alto do Haram as-Sharif, o Domo da Rocha – situado na parte elevada de Jerusalém, que depois se chamou de a Esplanada da Mesquita -, que o profeta Maomé em espírito (NUNCA em pessoa), foi encontrar-se com Alá nos céus, no episódio conhecido como a Jornada Noturna do Profeta. Exatamente naquele espaço santo é que o califa Omar, a partir de 638, quando ocupou pacificamente Jerusalém (chamada de Al-Quds pelos maometanos) então em mãos do Patriarca Sofrônio, determinou a construção da estupenda Masjid Al-Aqsa, terminada em 705, para que o esplendoroso templo se tornasse um centro de celebrações islâmicas. Com a bela mesquita, Jerusalém serviu como uma alternativa aos fiéis islâmicos que não podiam cumprir com a Hégira, a peregrinação a Meca, berço da religião maometana, fazendo com que a sua magnífica cúpula dourada, que brilha como um sol, servisse de guia e de farol para todos os que quisessem chegar à Jerusalém.

A conseqüência disso, das três grandes religiões, o judaísmo, o cristianismo e o islamismo, fazerem daquele solo algo sagrado aos olhos dos seus seguidores espalhados pelo mundo inteiro, inevitavelmente faz com que qualquer conturbação ou conflito aberto que abale aquela região, eivada de símbolos e de sítios sagrados, torne-se de imediato de interesse universal. Além disso, por Israel ser geograficamente uma ponte que liga a África ao Oriente Médio, ela foi ocupada e conquistada por quase todos os reis e generais da Antigüidade: Ramsés III, Sargão II, Nabucodonossor, Ciro o grande, Alexandre Magno, Pompeu, Tancredo e Balduíno, Solimão o magnífico, e até Napoleão Bonaparte. Jerusalém foi tomada 17 vezes ao longo da sua história por cananeus, hebreus, filisteus, assírios, babilônios, egípcios, macedônicos, gregos, romanos, bizantinos, turcos, cavaleiros cruzados, mongóis e mamelucos.

Vamos à história:

Tempos bíblicos – Os patriarcas

A história judaica começou há mais ou menos 4.000 anos (c. séc. XVII a.e.C) – com o patriarca Abraão, seu filho Isaac e seu neto Jacob. Documentos encontrados na Mesopotâmia, que datam de 2.000-1.500 (a.e.C), confirmam aspectos de sua vida nômade, tal como a Bíblia descreve. O Livro do Gênese relata como Abraão foi conclamado a abandonar Ur, na Caldéia, e ir para Canaã, para iniciar a formação do povo com a fé no Deus Único. Quando Canaã foi assolada pela fome, Jacob (Israel), seus doze filhos e suas famílias estabeleceram-se no Egito, onde seus descendentes foram reduzidos à escravidão e sujeitos a trabalhos forçados.
O Êxodo e o Assentamento

Após 400 anos de servidão, os israelitas foram conduzidos à liberdade por Moisés que, segundo a narrativa bíblica, foi escolhido por Deus para tirar seu povo do Egito e retornar à Terra de Israel, prometida a seus antepassados (séc. XIII-XII a.e.C). Durante 40 anos eles vagaram no deserto do Sinai, tornando-se uma nação; lá receberam a Torá (o Pentateuco), que inclui os Dez Mandamentos e deram forma e conteúdo à sua fé monoteísta. O êxodo do Egito (c. 1300 a.e.C) deixou uma marca indelével na memória nacional do povo judeu, e tornou-se um símbolo universal de liberdade e independência. Todo ano os judeus celebram as festas de Pessach (a Páscoa judaica), Shavuot (Pentecostes) e Sucot (Festa dos Tabernáculos), relembrando os eventos ocorridos naquela época.

Durante os dois séculos que se seguiram, os israelitas conquistaram a maior parte da Terra de Israel e renunciaram à sua vida nômade, tornando-se agricultores e artesãos; seguiu-se uma fase de consolidação social e econômica. Períodos de relativa paz se alternavam com tempos de guerra, durante os quais o povo se unia em torno de líderes conhecidos como ‘Juízes’, escolhidos por suas habilidades políticas e militares, e por suas qualidades de liderança. A fraqueza inerente a essa organização tribal, face à ameaça constituída pelos filisteus (povo navegante da Ásia Menor que havia se estabelecido na costa mediterrânea do país) gerou a necessidade de um chefe que unisse as tribos e mantivesse a liderança de modo permanente, com sucessão hereditária.
A Monarquia

O reinado do primeiro rei, Saul (c.1020 a.e.c.) permitiu a transição entre esta organização tribal já frouxa e o pleno estabelecimento da monarquia, sob David, seu sucessor.

O Rei David (c.1004-965 a.e.C) fez de Israel uma das potências da região através de bem sucedidas expedições militares, entre as quais a derrota final dos filisteus, assim como por alianças políticas com os reinos vizinhos. Conseqüentemente, sua autoridade foi reconhecida desde as fronteiras com o Egito e o Mar Vermelho até as margens do Eufrates. Internamente, ele unificou as doze tribos israelitas num só reino e estabeleceu sua capital, Jerusalém, e a monarquia, no centro da vida nacional.

David foi sucedido por seu filho Salomão (c.965-930 a.e.C), que consolidou mais ainda o reino. Através de tratados com os reis vizinhos, reforçados por casamentos políticos, Salomão garantiu a paz para seu reino, tornando-o uma das grandes potências da época. Ele expandiu o comércio exterior e promoveu a prosperidade doméstica, desenvolvendo grandes empreendimentos, tais como mineração do cobre e fundição de metais; construiu novas cidades e fortificou as que tinham importância estratégica e econômica. A Bíblia atribui a Salomão o Livro dos Provérbios e o Cântico dos Cânticos.

 

A Monarquia Dividida

O final do reino de Salomão foi marcado por descontentamento das camadas mais pobres da população, que tinham de pagar pesados impostos para financiar seus planos ambiciosos. Além disso, o tratamento preferencial dispensado à sua própria tribo exasperava as outras, e conseqüentemente crescia o antagonismo entre a monarquia e os separatistas tribais. Após a morte de Salomão (930 a.e.C) uma insurreição aberta provocou a cisão das tribos do norte e a divisão do país em dois reinos: o reino setentrional de Israel, formado pelas dez tribos do norte, e o reino meridional de Judá, no território das tribos de Judá e Benjamim. O Reino de Israel, com sua capital Samaria, durou mais de 200 anos, e teve 19 reis; o Reino de Judá sobreviveu 350 anos, com sua capital, Jerusalém, e teve o mesmo número de reis, todos da linhagem de David. Com a expansão dos impérios assírio e babilônio, tanto Israel quanto Judá, mais tarde, acabaram caindo sob domínio estrangeiro. O Reino de Israel foi destruído pelos assírios (722 a.e.C) e seu povo foi exilado e esquecido. Uns cem anos depois, a Babilônia conquistou o Reino de Judá, exilando a maioria de seus habitantes e destruindo Jerusalém e o Templo (586 a.e.C).

 

O Primeiro exílio

A conquista babilônica foi o fim do primeiro estado judaico (período do Primeiro Templo), mas não rompeu a ligação do povo judeu com sua terra. Às margens dos rios da Babilônia, os judeus assumiram o compromisso de lembrar para sempre sua pátria: “Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza. Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir Jerusalém à minha maior alegria” (Salmos 137:5-6).

O exílio na Babilônia, que se seguiu à destruição do Primeiro Templo, marcou o início da Diáspora judaica. Lá, o judaísmo começou a desenvolver um sistema e um modo de vida religioso fora de sua terra, para assegurar a sobrevivência nacional e a identidade espiritual do povo, concedendo-lhe a vitalidade necessária para preservar seu futuro como uma nação.

Durante os longos anos de dispersão, o povo judeu jamais rompeu ou esqueceu sua ligação com sua terra. Com o estabelecimento do Estado de Israel, em 1948, foi recuperada a independência judaica, perdida 2.000 anos antes.

 

Outros Descendentes de Abraão

Abraão foi o homem com quem esse conflito árabe/judeu começou, pois Abraão também é considerado o pai dos árabes, além de ser o patriarca dos judeus. Abraão chegou à região da Palestina, terra de ocupação cananéia, por volta de 2000 a.C., nesta região viveram como semi-nômades. Esta região, porém, foi assolada por grande fome. Abraão, rico e próspero pastor, tomou sua tribo e retirou-se para o Egito, onde permaneceu por um breve período e depois mudou-se para Canaã, hoje chamada terra de Israel.

Abraão, até então, não possuía descendentes. Sara, a esposa amada de Abraão, não conseguia ter filhos, pois só conseguiu esta façanha aos 90 anos, quando nasceu o filho do casal, chamado Isaque (de onde descendem os judeus). Até que isto acontecesse, a paciência de Sara esgotou-se e disse Sara a Abrão: “Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz filhos; toma, pois, a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela”. E Abrão anuiu ao conselho de Sara (segundo Gênesis 16.2). Sara, portanto, deu a Abraão sua escrava egípcia, Agar, para que com esta Abraão viesse a ter descendentes. Deste ajuntamento nasceu Ismael. “Ele a possuiu, e ela concebeu. Vendo ela que havia concebido, foi sua senhora por ela desprezada” (v. 4). Ismael deveria ser abençoado, ser frutífero, multiplicar-se, não apenas de maneira normal, mas “extraordinariamente”. Ele seria pai de 12 príncipes e não se tornaria apenas uma nação, mas “uma grande nação”. O cumprimento dessa profecia encontra-se em Gênesis 25. Lemos na genealogia de Ismael que dele realmente descenderam 12 príncipes e os islâmicos. Entretanto, os descendentes de Ismael tornaram-se inimigos ferrenhos de Israel, descendentes de Isaque (veja Salmo 83). E permanecem assim até o dia de hoje.

Sara acabou morrendo aos 127 anos e Abraão desposou-se de outra mulher; que se chamava Quetura. Ela lhe deu à luz a Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá. Pesquisando sobre a genealogia dessa família, descobrimos que os filhos de Abraão com Quetura também se tornaram inimigos ferrenhos de Israel. Portanto, vemos claramente que os árabes em geral, que reivindicam ter Abraão como pai, certamente pertencem à mesma família e estão ligados a Israel.

Nesse contexto, é extremamente interessante observar o que mostrou uma pesquisa recente:

Estudo de DNA comprova que judeus e árabes são parentes próximos, como diz a Bíblia.

A descoberta significa que todos são originários de uma mesma comunidade ancestral, que viveu no Oriente Médio há 4000 anos. Quatro milênios representam apenas 200 gerações, tempo muito curto para mudanças genéticas significativas. Impressiona como o resultado da pesquisa é coerente com a versão expressa da Bíblia de que os árabes e judeus descendem de um ancestral comum, o patriarca Abraão.

 

O que ocorreu depois destes Tempos Bíblicos? Os Domínios dos Estrangeiros – Ataques à terra judaica.

A Saúde em Israel

Nos dois primeiros dias após a minha chegada, correram comigo e me levaram no correio para fazer a inscrição do plano de saúde obrigatório a todos os cidadãos israelenses. Ninguém fica descoberto em matéria de saúde. Em matéria de remédios, só se compra com receita médica e tem-se um desconto altíssimo, subsidiado pelo Estado, apesar de serem importados da Europa, principalmente da Suíça. Um remédio que no Brasil pode chegar a R$ 100,00 (cem reais), pode ser comprado em Israel por volta de R$ 5,00 (cinco reais). Se a pessoa prova que não pode comprar algum remédio, o Estado ainda ajuda financeiramente. Ninguém fica desamparado.

Os hospitais são bem montados e com aparelhagens de última geração e têm profissionais gabaritados vindos de diversas partes do mundo. A maioria é de origem russa, mas tem muitos israelenses, brasileiros, enfim, de diversas origens. Não existe falta de vagas. Todos são atendidos de maneira humana. Os planos de saúde são pagos direto do que é descontado do imposto de renda de quem trabalha.

 

A Economia Israelense

A economia israelense é parte capitalista e parte socialista. O que se vê dentro dos Kibutzim (colônias agrícolas) é puro socialismo. À parte de saúde e educação são socializados. O comércio em geral é capitalista. Muito se importa do exterior e algumas coisas se exportam. O turismo foi um pouco afetado pelos conflitos na região. O mercado de armas vai bem e o mercado de jóias também (Israel está em terceiro lugar no mundo em lapidação de diamantes. A cada três diamantes do mercado mundial, dois foram lapidados em Israel). Os supermercados estão cheios de ofertas de uma infinidade de variedades de produtos. Na maioria, importados da Europa e de outros países da Ásia. O povo come bem. Os bancos emprestam dinheiro com bastante facilidade para quem trabalha. Os israelenses compram muito, vivem bem e viajam pelo menos uma vez por ano para o exterior. Os impostos pagos pelos que trabalham são proporcionais. O valor do salário mínimo equivale a uns U$ 700. A maioria dos israelenses tem casa própria comprada com o empréstimo de banco particular ou do próprio governo, podendo pagar até em 30 anos a juros baixíssimos. O metro quadrado mais caro de Israel se localiza em Tel Aviv. Em segundo lugar, vem Jerusalém. Por Israel ser um deserto e não chover quase nada durante o ano, não poderia deixar de sofrer com a falta de água, mas com toda essa dificuldade climática se planta e se colhe bastante frutas, legumes e verduras e não temos problema de “apagão”.  Utiliza-se o método de irrigação chamado gotejamento, bastante comentado e famoso no mundo inteiro. Um dos últimos investimentos alternativos tem sido a dessalinização da água do mar. Por ser ainda um método caro para obtenção de água potável, ainda não é utilizado em larga escala dentro do país, mas já existem cidades israelenses à beira do Mar Mediterrâneo que o utilizam. Em matéria de energia elétrica para aquecimento de água em casas ou apartamentos, durante quase o ano todo se utiliza energia solar (só não temos sol quente nos três meses de inverno).

 

Os Ataques Islâmicos

Para os judeus, provavelmente os seus mais antigos habitantes, Israel é terra dada por Deus ao Povo Eleito, tendo Jerusalém – cujo terreno original foi tomado dos filisteus pelo rei Davi – como sua eterna capital (cerca do ano 1.000 a.C.). Ela é a Terra da Promissão, o local que Deus apontou a Moisés como o lar definitivo dos judeus logo que eles conseguiram escapar do Egito. Conheça um pouco sobre a história dos judeus.

 

O Estado de Israel foi proclamado no dia 14 de maio de 1948, de acordo com o plano de partilha da ONU de 1947. Menos de 24 horas depois, os exércitos regulares do Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram o país, forçando Israel a defender a soberania que acabara de reconquistar em sua pátria ancestral. Nesta luta – conhecida como a Guerra de Independência de Israel – as recém-formadas Forças de Defesa de Israel (FDI), pobremente equipadas, rechaçaram os invasores em lutas ferozes e intermitentes, que se prolongaram por 15 meses, e custaram as vidas de 6 mil israelenses (quase 1% da população judaica do país na época).

No transcurso dos primeiros meses de 1949, realizaram-se negociações diretas, sob os auspícios da ONU, entre Israel e cada um dos países invasores (exceto o Iraque, que se recusou a negociar com Israel como até hoje); o resultado foi a assinatura de acordos de armistício, que refletiam as posições no final dos combates. Em conseqüência, a planície costeira, a Galiléia e todo o Neguev ficaram sob soberania israelense, a Judéia e a Samaria (a Margem Ocidental) ficaram sob o domínio da Jordânia e a Faixa de Gaza, sob administração egípcia; a cidade de Jerusalém ficou dividida, cabendo à Jordânia o controle da parte oriental, inclusive a Cidade Velha, e a Israel, o setor ocidental da cidade.
A Construção do Estado

Com o fim da guerra, Israel concentrou seus esforços na construção do estado pelo qual o povo tinha lutado tão longa e arduamente. O primeiro Knesset (parlamento) de 120 assentos entrou em funcionamento após as eleições nacionais (25 de janeiro de 1949), com a participação de quase 85% dos eleitores. Duas figuras que haviam conduzido Israel à independência tornaram-se os líderes do país: David Ben-Gurion, presidente da Agência Judaica, foi eleito Primeiro-Ministro; e Chaim Weizmann, presidente da Organização Sionista Mundial, foi o primeiro Presidente eleito pelo Knesset. Em 11 de maio de 1949, Israel tornou-se o 59º membro das Nações Unidas.

De acordo com o conceito de “reunião dos exilados”, que é a verdadeira razão de ser do Estado de Israel, os portões do país foram abertos de par em par, confirmando o direito de cada judeu de vir a Israel e, ao chegar, receber cidadania. Nos primeiros quatro meses de independência, chegaram ao país cerca de 50 mil imigrantes, em sua maioria sobreviventes do Holocausto. No final de 1951, haviam chegado cerca de 687 mil pessoas, homens, mulheres e crianças, dentre os quais 300 mil refugiados dos países árabes; a população judaica do país duplicara no prazo de quatro anos.

A crise econômica causada pela Guerra da Independência e a necessidade de dar atendimento à população que crescia rapidamente, exigiram uma política de austeridade interna e a procura de ajuda financeira do exterior. O auxílio prestado pelo governo dos Estados Unidos, os empréstimos de bancos americanos, a contribuição dos judeus da Diáspora e as reparações alemãs do pós-guerra foram empregados na construção de moradias, na mecanização da agricultura, no estabelecimento da marinha mercante e da linha aérea nacional, no desenvolvimento industrial e na expansão de rodovias, telecomunicações e rede elétrica.

No final da primeira década, a produção industrial do país tinha dobrado, assim como o número de pessoas empregadas; as exportações industriais haviam quadruplicado. O aumento das áreas cultivadas havia trazido a auto-suficiência no suprimento de todos os produtos alimentícios básicos (exceto carne e cereais); cerca de 20 mil hectares de terra árida foram reflorestados, e foram plantadas árvores ao longo de 800 km de estradas.

Quando Israel celebrou seu 10º aniversário, a população ultrapassava os 2 milhões de habitantes.

 

Os anos de Consolidação

Durante a segunda década (1958-68), as exportações duplicaram e o PNB subiu cerca de 10% anualmente. Como o mercado interno para os produtos alimentícios estava chegando rapidamente ao ponto de saturação, o setor agrícola voltou-se a culturas destinadas à indústria alimentícia. Para atender à demanda do crescente tráfego comercial, um segundo porto para navios de grande calado foi construído em Ashdod.

Em Jerusalém foi construída a sede definitiva do Knesset, assim como novos prédios para o Centro Médico Hadassa e para a Universidade Hebraica. Foi fundado o Museu Israel, com o objetivo de colecionar, conservar, estudar e expor os tesouros artísticos e culturais do povo judeu.

As relações exteriores de Israel expandiam-se e em 1965 o país trocou embaixadores com a República Federal da Alemanha, um passo que fora anteriormente adiado por causa das amargas memórias do povo judeu dos crimes cometidos durante o regime nazista (1933-45). Oposição violenta e debates públicos precederam a normalização das relações entre os dois países.

 

Israel ainda lutou muitas guerras para conquistar o respeito e o desenvolvimento que tem hoje. Entre elas, A Campanha do Sinai (1956), A Guerra dos Seis Dias (1967), A Guerra de Iom Kipur, (1973) -Dia da Expiação, o dia mais sagrado do calendário judaico.

 

Da Guerra à Paz – As eleições de 1977 para o Knesset trouxeram ao poder o bloco do Likud, uma coalizão de partidos liberais e centristas, terminando com quase 30 anos de predominância do Partido Trabalhista. Ao tomar posse, o novo primeiro-ministro, Menachem Begin, reiterou o compromisso de todos os seus predecessores por uma paz permanente na região, apelando aos países árabes a virem à mesa das negociações.

O círculo vicioso da rejeição por parte dos árabes a todos os apelos de paz de Israel foi rompido com a visita do presidente egípcio Anuar Sadate a Jerusalém (novembro de 1977), à qual se seguiram negociações entre o Egito e Israel, sob os auspícios dos E.U.A., e que culminam com os acordos de Camp David (setembro de 1978). Tais acordos continham as linhas gerais para um acordo de paz abrangente no Oriente Médio, inclusive uma proposta detalhada de auto-governo para os palestinos.

 

Os palestinos e sua verdadeira identidade

O nome “palestinos” deriva de “filisteus”. Estes, porém, vieram originalmente de Creta (Caftor), ocuparam partes da região e exterminaram seus habitantes. Em Deuteronômio 2.23 lemos: “Também os caftorins que saíram de Caftor destruíram os aveus, que habitavam em vilas até Gaza, e habitaram no lugar deles” (veja também Js 13.3; Gn 10.14; Jr 47.4; Am 9.7). Os filisteus, por serem oriundos de Creta, nem eram árabes.

A palavra “Palestina” é simplesmente uma designação genérica para a terra de Israel, criada pelo imperador romano Adriano. Adriano era um inimigo ferrenho de Deus e dos judeus. No ano de 135 d.C. ele sufocou a revolta dos judeus sob a liderança de Bar-Kochba. Seu alvo era acabar definitivamente com a memória de Israel e de Jerusalém. Com essa intenção, ele mudou o nome de Jerusalém para “Aelia Capitolina”. À terra de Israel ele deu o nome de seus inimigos mais ferrenhos, os filisteus.

O nome “palestinos” surgiu a partir de 1964, quando o Alto Comissariado da Palestina solicitou à Liga Árabe a fundação de uma Organização Para a Libertação da Palestina (OLP). O semanário egípcio El Mussawar escreveu a respeito: “A criação de uma nação palestina é o resultado de um planejamento progressivo, pois o mundo não admitiria uma guerra de cem milhões de árabes contra uma pequena nação israelense”.

Antes de 1964 os moradores da “Palestina” ainda eram chamados de “árabes”. Em 15 de maio de 1948, quando sete exércitos árabes atacaram o recém-criado Estado de Israel, os árabes da Palestina foram convocados a deixarem temporariamente a região colocando-se em segurança até que Israel estivesse aniquilado. Foram os próprios países árabes que animaram os palestinos a saírem dali; eles não foram expulsos pelos israelenses. Em torno de 68% deles partiram sem jamais ter visto um único soldado israelense. Um refugiado palestino resumiu a questão com as seguintes palavras: “O governo árabe disse-nos: ‘Saiam para que possamos entrar.’ Assim, nós saímos, mas eles não entraram”. (Norbert Liethhttp://www.Beth-Shalom.com.br)

 

“A Verdade na Mídia”

estivemos em Israel como convidados do Ministério do Turismo e, durante os dez dias da nossa visita, chegamos à conclusão de que, realmente, a mídia mundial mostra um Israel totalmente diferente da realidade que vivenciamos. Como jornalista, lancei meu olhar mais crítico e dispensei meu julgamento mais imparcial a todos os lugares que visitei. Confesso que, ao me deparar com tão grande desenvolvimento, organização e beleza, em um país que tem apenas 58 anos (principalmente porque tinha uma idéia muito diferente do que presenciei), não pude escrever outra coisa a não ser sinceros elogios. A começar pelo guia que esteve todo o tempo conosco, Uri, um judeu que, além de muito simpático e atencioso, tem um grande conhecimento histórico, teológico, arqueológico e geográfico sobre todos os lugares que visitamos.

A equipe foi composta pelos seguintes profissionais: Méltsia Mendonça, jornalista e editora-chefe da Revista Cristã; Pastora Jane Silva, Diretora da JS Publicidade e Marketing e Organizadora da Missão; doutor Marx Golguer,  médico, ex-presidente da Associação Israelita Brasileira/Belo Horizonte, diretor de Relações Públicas da Federação Israelita de MG e historiador; Tarcisio Cabral, Diretor da Ephata Produções, engenheiro, tradutor e cinegrafista; Falkner Ribeiro, que mora e estuda música em Israel, é tradutor e assistente de produção.

Após ler sobre a história do povo judeu, a criação do Estado de Israel e sua luta para manter uma soberania conquistada a duras penas, gostaríamos que revivesse conosco momentos inesquecíveis de nossa visita, caminhando conosco pelas ruas pavimentadas de milagres da nação do coração de Deus: Israel.

 

BOX:

Quatro evangélicos e um israelita em Israel – Doutor Marx Golguer

O que três evangélicos e um israelita, cuja mãe nasceu na Galiléia, foram fazer em Israel, durante 9 dias de dezembro de 2005? Sabendo-se que, sob a liderança da Pastora Jane Silva, foram convidados pelo Ministério do Turismo de Israel, a primeira resposta que vem à mente é a de que viajamos basicamente com fins de entretenimento.

Mas a proposta deste grupo foi além disso. Estavam em uma missão que autodenominaram de “A Verdade na Mídia”. O objetivo era iniciar uma campanha de desmistificação da imagem tão desabonada, criada pela mídia nacional e internacional, do Estado judeu. Israel é sistematicamente retratado como um país perigoso, devido à resposta da população árabe à violenta repressão do governo israelense.

Mas no primeiro contacto direto com a realidade de Israel, encontramos uma nação em calma. Testemunhamos naturais protestos políticos e democráticos, como os de prefeitos drusos (um segmento da religião muçulmana) por mais verba para suas cidades, sem qualquer expressão do ódio e rancor que se vê nos meios radicais. Aliás, manifestações desta natureza são impensáveis na maioria dos países do Oriente Médio.

Mas, poder-se-ia indagar, seria apenas um ato de expressão eventual, visto pelo olhar apressado de um turista?  Afinal, não seriam eles cidadãos de segunda e terceira categoria, perseguidos pelo governo judeu a ponto de estourarem-se como homens-mulheres-bomba em protesto à opressão israelense, como espalha a mídia?

Vamos apurar.

Soubemos que em Israel vivem 1,2 milhão de árabes muçulmanos que gozam de todos os direitos civis dados aos cidadãos israelenses. Mas que direitos?  Todos! Acesso à educação oficial em escolas islâmicas, acesso absolutamente livre às mesquitas, acesso para votarem e serem votados para o Parlamento (Knesset), o governo de Israel. Sim, constatamos que na atual legislatura existem quatro deputados árabes no Parlamento israelense.

Mas como isso é possível, quando livro didático, usado até em colégio evangélico, a  “Nova História Crítica “de Mario Schimidt, ,  “ensina” que a questão palestina nasceu pela dura discriminação que os árabes sofrem em Israel, “Tratados como cidadãos de terceira classe, vigiados como animais selvagens, sofrendo brutalidades da policia, muitos não viram outra saída senão a luta armada contra o governo de Israel”…?(pág. 309)

O nosso primeiro impulso foi filmar entrevista com um destes deputados, de vez que a presença de árabes eleitos para o Parlamento é assunto perfeitamente desconhecido da mídia. Mas logo ficamos sabemos, para espanto nosso, de vez que mídia vem escamoteando sistematicamente, que o vice-ministro da Educação de Israel, Majalle Dhee, é árabe muçulmano, da nominação drusa. Mas como?….

Mais, trata-se nada mais nada menos do que um general paraquedista das forças de elite armadas de Israel.Mas como um árabe conseguiu conquistar tal posto?  . Como um cidadão de “terceira classe oprimida”, segundo a mídia galgou ao maior posto do exército israelense?  A mídia nunca falou nesta realidade.. Fomos entrevista-lo. Extremamente afável e simpático, lembrando muito o nosso JK, o ministro esclareceu a situação dos árabes em Israel, dando a sua vida como exemplo prática e palpável de sua situação. A ser indagado da situação de seu povo no Estado judeu, deu o seu próprio exemplo, enfatizou que exerceu com toda a liberdade os seus direitos sociais-politicos até conquistar a posição que ocupa, sem enfrentar nenhuma discriminação. Alíás, os drusos são considerados os melhores soldados de Israel. Assim, Uma entrevista com prazo de 40 minutos para terminar, durou mais de 3 horas

Fato é que, ao contrário do que dá entender a mídia, os atentados terroristas, agora controlados pelas medidas de segurança israelense, foram perpetrados por assassinos vindos do exterior de Israel, basicamente da Cisjordânia e de Gaza, sem o envolvimento mais sério dos 1,2 milhão de cidadãos israelenses de origem árabe muçulmana.

Como se constata, não foi difícil a missão encontrar a realidade o que existe efetivamente em Israel.  O que fica claro é o descaso dos profissionais da imprensa na busca desta realidade. Por que seria?  Não é muito difícil a resposta. Sabe-se perfeitamente que grupos radicais terrorista declaram ostensivamente que planejam a eliminação de Israel do mapa. Para tanto é preciso macular com a maior intesidade possível a imagem de Israel e tudo o que ele representa. Como o faz o presidente da República Islâmica do Islã, Mahoud Ahmadinejad, país entulhado de petrodolares. Enfim, por que a existência de um pequeno Estado judeu, Israel, incomoda tanto o Islã-radical?

Vamos conhecer um pouco de Israel, viajando nas explicações de nosso guia Uri Givoni

Tel-Aviv

Tel aviv é o retrato do que é hoje Israel. Foi fundada em 1909 em uma praia deserta, por um grupo de judeus que decidiu criar aqui a primeira cidade judia na Terra Santa. Conhecida como a cidade branca, Tel Aviv é o exemplo de uma cidade moderna pela sua arquitetura. Tem a maior concentração do mundo de prédios no estilo modelo internacional mais conhecido como bauhaws. A famosa faculdade alemã que praticava a racionalidade e o funcionalismo na arquitetura encontrou em Tel Aviv seu berço esplêndido.

O nome Tel-Aviv é a junção de duas palavras em hebraico: a palavra Tel é um conceito arqueológico, que significa colina de antiguidades, muitas culturas antigas. E Aviv, que em hebraico significa primavera, nova vida. Quando olhamos para a parte moderna de Tel-Aviv, vemos uma cidade moderna, cheia de vida, com muitas construções novas, prédios altos e brancos. Israel hoje é formado por duas partes: a parte de antiguidades e a parte da modernização, como o nome de Tel-aviv. Ao sul, vemos uma cidade antiga que foi construída em cima de uma colina artificial, com mesquitas, igrejas e muitas construções antigas. Estamos falando de uma história de quatro mil anos. Há mais ou menos três mil anos atrás, chegaram os filisteus pelo mar mediterrâneo e atacaram essa terra colonizando a parte da praia. Até hoje esta parte da praia se chama pleshed, o nome antigo dos filisteus. Os filisteus mais conhecidos são Golias e Dalila. Dalila, com seu amor por Sansão e Golias, com sua guerra com Davi, representam luta e amor, os tempos de paz e de guerra que existiam no mundo antigo, entre os colonizadores que vieram do mar e os colonizadores que vieram do deserto. Há muitos anos, estes dois povos vêm travando uma batalha muito grande nesta praia, onde até hoje moram muitos filisteus (palestinos) modernos, na faixa de Gaza e também israelenses.

Hoje, muito tem sido feito para que os turistas possam vir a Tel-aviv, se sentirem seguros e ver que essa cidade maravilhosa tem uma infra-estrutura fantástica para receber pessoas de todas as crenças e classes sociais.

 

Rua doutor Osvaldo Aranha

Esta é uma homenagem do Estado de Israel ao estadista doutor Osvaldo Aranha. Um brasileiro que foi Presidente da Assembléia Geral da ONU e teve papel fundamental na aprovação resolução 181, que tratava da partilha da Palestina, realizada em 29 de novembro de 1947. Esta partilha caçou o mandato britânico para colonizar a Terra Santa e significou para o povo árabe e judeu um elo histórico da mais alta importância, permitindo a eles terem seus respectivos estados. Osvaldo Aranha foi usado por Deus para decidir a criação do Estado de Israel e para que hoje, pudéssemos estar aqui, com toda esta liberdade, falando sobre a sua história. Ele recebeu também a medalha Ben Gurion.

 

Cesareia Marítima e o Castelo de Herodes o Grande

Através de escavações feitas em 1963, arqueólogos descobriram na cidade de Cesareia, ruínas do castelo de Herodes, que têm mais de dois mil anos. O povo cristão se lembra dele como o homem que mandou matar os inocentes de Belém em busca de Jesus e que, por causa dele, Maria e José tiveram que fugir para o Egito. Mas em Israel ele é lembrado como um rei muito inteligente. Muitos monumentos e ruínas importantes de Israel, como o Muro das Lamentações, Massada e Cesareia Maritma foram construídas por ele. Governou 33 anos, desde 37 a.C. até 04 a.C. O mundo precisa estudar mais acerca da data de nascimento de Jesus. A maioria dos estudiosos da Bíblia e da biografia de Jesus afirma que Jesus não nasceu a dois mil e seis anos atrás, porque naquela época, Herodes já estava morto. Como o Novo Testamento afirma que foi Herodes o Grande quem mandou matar os inocentes, mas diz também que, quando a família de Jesus fugiu para o Egito, Herodes ainda estava vivo, então Jesus teria que ter nascido seis anos antes.

Herodes era tão rico que ele podia trazer de qualquer lugar, qualquer quantidade ou tipo de material de construção que queria e durante muitos anos, vários reis desfrutaram de seus jardins privados. Cesaréia Marítima foi, durante os primeiros séculos da era cristã, a cidade capital do império bizantino. No século 10, apareceram os maometanos e destruíram toda a cidade, que ficou em ruínas durante 500 anos até a chegada dos cruzados como Ricardo Coração de Leão, que voltaram a conquistar a cidade e a reconstruíram, aproveitando o material de construção que encontraram.

Neste local também podemos ver um aqueduto romano de 15 quilômetros, que trazia água do Monte Carmelo até o palácio; um teatro com capacidade para quatro mil pessoas e um hipódromo, onde aconteciam as corridas de biga, com capacidade para três mil pessoas.

A maioria das ruínas descobertas em Israel é restaurada por arqueólogos e peritos e transformadas em parques nacionais, pois têm uma grande importância cultural e histórica.

 

Lavar as Mãos – uma estratégia de Pilatos.

Pilatos foi um dos poucos procuradores romanos dos quais temos elementos históricos comprovados, dos cerca de trinta que existiram. Para afrontar o povo judeu, Pilatos introduziu no Templo estátuas de César. Os judeus se reuniram e protestaram, para surpresa de Pilatos, e ele teve que recuar e vir para Cesareia, onde ficava o seu palácio. Aqui ele convidou a liderança judaica para conversar amistosamente sobre o que estava acontecendo. Este termo, amistosamente, foi apenas um pretexto para que o povo judeu viesse até o palácio. Na hora da reunião ele pegou os sicários, soldados romanos que andavam disfarçados e carregavam pequenas espadas (punhais) e colocou no meio dos judeus. Quando eles começaram a se manifestar, Pilatos deu a primeira prova da sua crueldade, mandando assassiná-los. Daí começou uma grande revolta que efetivamente estourou no ano de 63 e que durou mais de um século, até 135 d. C, quando os judeus foram expulsos da Judéia. Jerusalém se tornou Aélia Capitolina, e o nome do país mudou para palestina, sendo esta a primeira vez que foi reintroduzido o termo palestina no mapa da região. A palestina tinha desaparecido 600 anos a. C. quando os filisteus foram liquidados na invasão feita por Nabucodonosor.

Pilatos foi um cruel procurador romano. Além de colocar os ídolos dentro do templo de Jerusalém, ele assaltou o tesouro do Templo para financiar os aquedutos das cidades romanas. Ele teve que sair da Terra Santa porque ordenou que uma cavalaria investisse sobre uma procissão de samaritanos, onde havia idosos e crianças e massacrou a todos. O governador sírio Marcelo se alarmou tanto com sua crueldade que o mandou de volta para César.  Ele teve a sorte de César morrer antes dele chegar até Roma. Então, a impressão que temos de que ele foi neutro no julgamento de Jesus, quando, na Fortaleza Antônia, lugar em Jerusalém onde julgou e condenou Jesus a ser crucificado, lavou as mãos, foi uma estratégia usada por ele para colocar a culpa da crucificação de Jesus nas costas dos judeus. De acordo com o que nos relata a Bíblia no livro de João, Pilatos esteve presente em todos os momentos do sofrimento de Jesus. Ele inclusive deu a titulação da cruz, ou seja, escreveu na cruz porque Jesus foi crucificado em três línguas diferentes, hebraico, latim e grego. Ele escreveu que Jesus Cristo morreu, pois era o rei dos judeus e assim, era um rebelde contra o império romano.

 

O Primado de Pedro

A praia do mar de Tiberíades foi onde Jesus fez sua terceira aparição após ter ressuscitado. Também neste lugar pudemos ver a rocha onde os discípulos, após terem voltado do mar com a rede carregada de grandes peixes, encontraram um homem estrangeiro preparando uma fogueira. Eles não reconheceram Jesus, que preparou com suas próprias mãos o peixe para ele e os discípulos comerem. Depois disto, o Senhor se revelou como o Cristo ressuscitado.

(João 21:1;4;5;9;14 e 15).

 

Megido

O vale do Megido fica na parte norte de Israel e é rodeado por lugares bíblicos.

Montes Carmelo, onde o profeta Elias lutou contra os profetas de Baal e o fogo de Deus desceu e consumiu o altar de Elias; Nazaré, onde o anjo Gabriel anunciou as boas novas à humanidade através do nascimento do Salvador da Humanidade: Jesus; Monte da Transfiguração, onde Jesus se transfigurou perante seus discípulos que o viram no céu juntamente com Moisés; Lago da Galiléia e Rio Jordão.

 

Vale do Armagedon

O mundo antigo tinha duas civilizações importantes: Egito (a 200 km ao sul de Israel) e babilônia ou mesopotâmia antiga, que fica a 1000 km à direita, onde hoje é o Iraque e o Irã. Todo o comércio entre estas duas civilizações passavam por este vale. Aqui, vemos o caminho via mares da época romana e o caminho internacional que ligava todas as civilizações antigas. Sempre que existia uma guerra entre Egito e Babilônia, que já tiveram diferentes nomes como Assíria, Caldeus, Pérsia etc., estas guerras mundiais aconteciam neste vale. Então, há cinco mil anos, o Vale do Armagedon se transformou no centro mundial das batalhas entre as forças do bem e do mal. O novo testamento fala de uma batalha final entre as forças do bem e do mal, entre Deus e o Diabo. A última batalha que aconteceu aqui foi em 1918, quando o império britânico chegou do Egito para atacar o Império Turco. O responsável pelas forças britânicas, general Edmundo Alembi derrotou todo império turco e foi nomeado pelo rei da Inglaterra como Lord of Megido.

 

Vale de Gilboa

“Os filisteus, pois, pelejaram contra Israel; e os homens de Israel fugiram de diante dos filisteus, e caíram mortos na montanha de Gilboa …E os filisteus perseguiram a Saul e a seus filhos; e mataram a Jônatas, e a Abinadabe, e a Malquisua, filhos de Saul …E a peleja se agravou contra Saul, e os flecheiros o alcançaram; e muito temeu por causa dos flecheiros …Então disse Saul ao seu pajem de armas: Arranca a tua espada, e atravessa-me com ela, para que porventura não venham estes incircuncisos, e me atravessem e escarneçam de mim. Porém o seu pajem de armas não quis, porque temia muito; então Saul tomou a espada, e se lançou sobre ela …E lamentou Davi a Saul e a Jônatas, seu filho, com esta lamentação …(Dizendo ele que ensinassem aos filhos de Judá o uso do arco. Eis que está escrito no livro de Jasher): …Ah, ornamento de Israel! Nos teus altos foi ferido, como caíram os poderosos! …Vós, montes de Gilboa, nem orvalho, nem chuva caia sobre vós, nem haja campos de ofertas alçadas, pois aí desprezivelmente foi arrojado o escudo dos poderosos, o escudo de Saul, como se não fora ungido com óleo” (I Samuel 31:1 a 21). Nesta passagem bíblica vemos a história da morte de Saul e seus filhos no monte Gilboa e como Davi amaldiçoou este lugar. Toda esta região se transformou em um grande deserto e se manteve assim até o século XX, quando Israel voltou a governar esta região e o movimento sionista realizou o milagre de conseguir, através da irrigação, cultivar plantas neste lugar.

 

Nazaré

Em Nazaré, a cidade natal de Jesus, visitamos uma aldeia, cuja construção foi baseada nas escavações de um sítio arqueológico, no ano de 1996, onde foi encontrado um lagar típico do primeiro século, quando Jesus viveu na região. Também foram encontradas amostras de cerâmica e barro que confirmaram a existência da aldeia. Depois foram descobertas as torres de vigilância e sistemas de irrigação que datam do primeiro século. Em 1998, foram construídas as casas, com base em pesquisas profundas sobre como era o dia a dia na época de Jesus Cristo, como eram as aldeias, as casas, a alimentação, como as pessoas se vestiam, trabalhavam e se comportavam. Em 2000, foi concluída a construção da aldeia.

 

A alimentação

Nesta aldeia, também pudemos desfrutar de um almoço muito especial, com pratos típicos da época de Jesus: sopa de lentilhas, sata que é uma mistura de azeite de oliva e ervas, azeitonas, coalhada, humus, legumes e frutas típicas da região e o delicioso pão, que foi preparado na hora para nós e é feito com azeite, farinha e água, sem fermento. Aprendemos que primeiro, devemos comer a sopa de lentilhas, depois os legumes, o pão partido molhado no azeite, na coalhada e no humus, depois as azeitonas com o pão, para equilibrar o sabor, pois a azeitona típica da região tem um sabor muito forte e, finalmente, as frutas.

A refeição foi servida debaixo de uma tenda, que era usada pelos nômades do deserto, feita de madeira e coberta com uma capa de pêlo de cabra. A importância do pêlo de cabra é que não deixa passa água quando chove e tem um sistema natural que previne o calor quando está quente e o frio do inverno. É um local muito aconchegante, resistente tanto ao frio quanto ao calor. Ela é utilizada para o almoço e para as reuniões de trabalhos da vila.

As vestes

Todos os moradores da aldeia vestem-se como há dois mil anos atrás, com as vestimentas típicas das populações que viviam nesta área há milênios, devido ao tipo de clima.

As roupas são feitas de linho ou lã, de acordo com o clima, e a coloração dos tecidos é feita com produtos naturais, assim como dos cintos, da coberta usada sobre a cabeça e da tira que segura a coberta. Existem algumas diferenças nas vestes de homens e mulheres. A coberta da cabeça, a roupa de baixo, e também, de acordo com a lei bíblica, as linhas do tecido e o manto do ombro. Para ir a sinagoga, os homens tinham que usar acessórios especiais de acordo com a lei e por um manto especial. Para a vida comum, usavam-se mantos e cobertas de cabeça mais simples.

As oliveiras.

A oliveira é uma árvore comum para esta região, pois o clima é muito árido, com chuvas entre o mês de dezembro a marco. Este tipo de clima é o necessário para a sobrevivência da oliveira. As regiões da Espanha, Síria e mar mediterrâneo são propícias para o seu cultivo. Em outros lugares do mundo, seria muito difícil dela sobreviver. A fruta dada por ela é a azeitona, da qual é feito o azeite, que se usa para muitos propósitos. Essa que estamos vendo foi trazida da aldeia de Canaã, que fica a 55km de Nazaré, a terra de Jesus, e tem aproximadamente 400 anos. A oliveira é uma árvore forte, que pode viver milhares de anos e sobreviver ao fogo, às inundações e às secas. Biblicamente, é citada mais de 50 vezes. Depois do dilúvio, a pomba trouxe a Noé um ramo de oliveira. Para nós, o ramo da oliveira significa paz, e nessa região de Israel e palestina, as oliveiras nos dão uma amostra de paz, de progresso e de como sobreviver em uma terra tão difícil.

O Lagar

Em Marcos 12 Jesus fala que “Um homem plantou uma vinha, e cercou-a de um valado, e fundou nela um lagar, e edificou uma torre…”. O lagar se divide em duas partes principais. A parte de cima, onde são colocadas as uvas que serão pisadas  e a parte de  baixo, onde se coleta o suco da uva. Uma pessoa fica na parte de cima pisando nas uvas com os pés descalços e esse mecanismo extrai o suco, que passa por um canal e é recolhido na parte de baixo. Porque pisar nas uvas com os pés descalços? Quando a semente da uva é quebrada, libera um sabor amargo, que, ao se misturar ao suco, pode certamente arruinar o vinho, por isso, os pés descalços amassam as uvas sem quebrar as sementes, o que dá um sabor especial ao vinho. Como passar do tempo, isto se tornou uma tradição usada por todos os povos que fabricam vinhos. Depois que o suco está pronto, ele é retirado com uma grande concha.

A Torre de Vigilância

Na época de Jesus, as videiras demoravam cerca de cinco anos para começar a dar frutos e a uva demorava cerca de dez anos para ficar suficientemente doce para se fazer o vinho. E as pessoas desta época viviam, em média, 40 anos. Então, o suco da videira tinha um valor incalculável, pois era fruto do trabalho de toda uma vida. Para ficar no ponto de se beber, o suco da uva tinha que ficar durante longos períodos nos lagares. Às vezes, anos. E aquele suco representava o único bem que os agricultores tinham para assegurar a sobrevivência de sua família. As videiras eram plantadas em terrenos fora de Nazaré, por isso, os agricultores tinham que vigiar a colheita e o lagar dia e noite, para que não fossem atacados por ladrões ou animais. Então, construíam torres de vigilâncias em pontos estratégicos do vinhedo, de onde pudessem avistar todo o terreno e vigiar os vinhedos e os lagares.

Fazendo azeite

O primeiro passo é amassar as azeitonas. Isto é feito com uma grande pedra, em um moinho movido por um jumento. Porém, nesta fase a água, o azeite, a polpa, as sementes e a casca estão misturadas. Por isso é necessário colocar a mistura em peneiras que irão separar o azeite. Coloca-se as peneiras embaixo de grandes pedras, que irão pressioná-las para extrair o primeiro azeite, que é o mais puro. Este é o azeite usado para a unção dos profetas, de reis e também para a Menorah, o Candelabro do Templo. Na Segunda prensa, tira-se o segundo azeite que é usado para cozinhar alimentos. Na terceira prensa, tira-se o azeite menos puro, que é utilizado para sabão, perfumes, cremes e para iluminação. Dentro das peneiras, fica uma mistura seca com um pouco de azeite, que é usada para acender o fogo. Então, das azeitonas, aproveitamos tudo.

 

Cafarnaum

Esta é a Aldeia de Naum, o único lugar do mundo onde temos algo que, possivelmente, tem a forma que seria a da arca da aliança. Onde se encontrou parte da ornamentação da sinagoga, que tem um templo em cima de rodas. Possivelmente, a arca da aliança contendo os dez mandamentos era levada dentro deste templo sobre rodas, do monte Sinai até Jerusalém. Hoje, esta estrela que tem seis pontas, é conhecida como a estrela de Davi, mas na antiguidade, este símbolo não tinha nenhum significado especial. O povo judeu era identificado pelo candelabro de 7 braços, a Menorá. Depois da 2ª guerra mundial, quando os alemães começaram a identificar os judeus europeus com a estrela, que era apenas um dos muitos símbolos existentes no mundo judeu, esta estrela passou a ser o símbolo exclusivo dos judeus. Para acabar com o sentimento negativo da época da guerra, foi feita a bandeira de Israel com a estrela de Davi, que voltou a ter um significado positivo para o povo judeu.

 

Deste ponto, temos a visão da casa dos agricultores. Para eles, as casas onde moravam não importavam, eram todas muito simples, perto uma das outras, construídas com pedra preta, sem cimento ou pintura. Porém, a vida espiritual para eles era o que mais importava. A sinagoga, centro de reunião espiritual, era construída no meio da aldeia e era uma construção monumental em comparação com as casa pequenas e de pouca importância onde moravam. As pessoas falam que este local, onde estamos agora, era a casa da sogra de Pedro. Porém, isto não importa. Se era a casa da sobra, do tio, do irmão. O que importa é que Jesus, quando estava em Cafarnaum, ficava hospedado nesta casa, neste local.

 

O barco de 2000 anos

Em 1986 dois pescadores passeavam perto de uma praia a 100 m do Kibutz Ginossar, na Galiléia, quando de repente, viram um cravo antigo. Eles chegaram a conclusão de que este cravo pertencia à um barco e, juntamente com peritos do mundo inteiro, começaram as escavações. Foi encontrado um barco de quase dez metros e peritos em barcos antigos da Califórnia, Flórida e várias partes do mundo o examinaram chegando a conclusão que, pela maneira como foi construído, tinha realmente 2000 anos. O mundo cristão inteiro perguntou se este barco teria sido usado por Jesus e seus discípulos. É possível que sim.

 

O pastor e suas ovelhas

Ao passarmos pelo Deserto de Somália, perto do vale da Jordânia, encontramos um beduíno, que é um pastor. Os beduínos geralmente vivem em tendas com suas famílias. Pela manhã, saem para alimentar seus animais e a tarde voltam para casa. O beduíno que encontramos pertence a uma tribo chamada achemita, que fica na Jordânia. O rei da Jordânia, Abdala, é o filho de Saddam Hussein. Quando os beduínos têm a cafia (pano que cobre a cabeça) de cor vermelha pertencem a esta tribo. Quando a cafia é preta, igual a que Yasser Arafat usa, pertencem aos palestinos e quando a cafia é branca, são religiosos que estão indo para a mesquita. Em seu rebanho havia ovelhas, cabras, um burrinho e um cachorro. Nesta região, onde existe pouca chuva e umidade (de oito a nove meses sem chuva), o pastor tem uma grande importância para a sobrevivência dos animais que estão sob sua responsabilidade. Se ele não encontra o manancial para dar de beber aos animais e lugares verdes para que eles comam, todos morrem. Ele também precisa guardá-los dos inimigos naturais.

 

Entrevistas:

Ao visitarmos Samaria, encontramos um grupo de soldados do exército israelense que lanchavam em um pequeno shopping no meio do deserto. Eles gentilmente nos cederam as seguintes entrevistas.

José. 19 anos. Há um ano no exército.

Minha vida atualmente é o exército, temos uma unidade de combate onde guardamos os nossos acampamentos, trabalhamos fazendo patrulhas e vigia de palestinos. Não tenho namorada, mas saio com os amigos para passear sempre quando estou de folga. No exército temos instruções bem rígidas quanto ao uso de armas. Ficamos quatro meses nos preparando para recebê-la. Antes de usá-la, temos que tentar conversar, argumentar e só usar a arma em último caso. Gosto muito do Brasil, principalmente do futebol, do Ronaldinho, do Rio de Janeiro, do carnaval e da Amazônia. Digo aos jovens brasileiros que eles têm um país muito lindo, assim como o nosso. A mídia exagera sobre a falta de segurança em Israel, mas nós judeus, principalmente os que estamos no exército, sabemos que Israel é um lugar seguro e tranqüilo para se viver.

 

Danah – 20 anos – há 01 ano e meio no exército.

Tenho namorado, saio com meus amigos como qualquer garota de minha idade faz, independente de estar no exército. Aqui em Israel é obrigatório estar no exército, mas também é uma opção minha, eu quero fazer isto, pois é importante para mim e para o meu país. Dentro do exército tenho amigos árabes muçulmanos, cristãos, druzos e também judeus. No exército, somos uma grande família. Eu uso maquiagem, brincos, falo ao celular com minha família quando quero e quando estou de folga, passeio, leio livros, levo uma vida normal.

 

Qumran – deserto de Judá

Há dois mil anos, um grupo muito especial de pessoas vivia neste deserto. Judeus messiânicos que decidiram fugir de Jerusalém para viver aqui até a volta do messias. Este grupo se chamava essênios, (alguns pesquisadores dizem que eles se chamavam Yahad, que significa juntos) e vivia em um mosteiro. Como aqui era um lugar muito seco, eles se depararam com a falta de água. Então, construíram um canal que desembocava em nove cisternas que foram construídas dentro do mosteiro. Na época das chuvas, das inundações, este canal levava água para encher as cisternas. Esta água era armazenada e usada para cultivo, para beber e para banhos rituais. Eles criavam animais como cabras e ovelhas que lhes fornecia leite, queijo e manteiga. Eles também cultivavam remédios e frutas secas como tâmaras, figos e uvas secas. Os essênios se uniram aos líderes da revolta contra Roma e quando as legiões romanas chegaram ao mosteiro onde viviam, em 68 d.C, o atacaram e os essênios fugiram daqui, escondendo sua valiosa biblioteca em cavernas que são conhecidas como caverna das letras ou dos pergaminhos. Foram encontrados 14 mil pergaminhos antigos escritos pelos assectas dos essênios, que também foram chamadas de assectas do mar morto ou de Yahad. Dentre eles, foram encontrados pergaminhos bíblicos e explicações sobre a vida da época, escritos em hebraico, aramaico e grego. Nestes pergaminhos foram encontrados quatro tipos de escrituras antigas. Um grupo que contém todos os livros do Antigo Testamento; muitos pergaminhos que falam do futuro, um deles muito importante para o cristianismo, que fala da guerra entre os filhos da luz e os filhos das trevas, que chamamos de batalha final ou Guerra do Armagedon; outros pergaminhos falam do que você teria que fazer para entrar na comunidade e outro grupo de pergaminhos que falam sobre os tesouros que existiam no Templo em Jerusalém, centro espiritual do povo judeu durante quase 500 anos. A mensagem do mundo judeu para a humanidade é que a vida não acaba quando morremos. Quando for da vontade de Deus, iremos ressuscitar. Neste lugar, há dois mil anos atrás, vivia um grupo de pessoas que tinham este mesmo pensamento. Um dia iremos ressuscitar e erguer o Tempo de Jerusalém, que existia lá naquelas montanhas. Todo o povo de Israel que vivia longe de Jerusalém e agora vive aqui, sente que a mensagem destes pergaminhos nos diz: no futuro vocês hão de voltar a viver aqui, como diz Ezequiel 37: “os ossos secos voltarão a viver”, nós voltaremos a viver em nossa terra.

 

O muro das Lamentações.

Este muro é um pedaço da parte exterior do templo judeu do tempo de Herodes. Há dois mil anos atrás, aqui, detrás deste muro, existia um monte e o rei Herodes decidiu construir um templo muito grande em cima que foi chamado em hebraico de ben hamigdach. Para construir o templo, ele fez uma muralha para sustentar o monte Moriá, que tem 25 andares de pedras, que pesam de 5 a 150 toneladas. Este muro é como uma sinagoga bem grande, aonde todos vêm para rezar e estar em contato direto com Deus. Entre as pedras têm muitos papéis, muitas cartas, pedidos, orações e muitas pessoas que não podem vir pessoalmente em Jerusalém, mandam com amigos ou parentes pedidos a Deus. Segundo a tradição, Deus escuta e aceita os pedidos de pessoas do mundo inteiro. Não somente dos judeus, mas todos aqueles que querem se comunicar com Deus têm aqui em Israel, em Jerusalém, um lugar para isto.

 

FESTAS JUDAICAS

O povo judeu mantém suas tradições, celebrando todas as festas bíblicas . O Bar Mitzvá  é uma festa que comemora o dia em que os meninos judeus de 13 anos irão ler, pela primeira vez em sua vida, um capítulo da Bíblia e a festa dos tabernáculos, os judeus recordam os 40 anos que viveram no deserto e a provisão divina sobre suas vidas.

 

Bar Mitzvah

MVM: Como se chama e o que significa esta festa que está acontecendo aqui hoje?

Uri Givoni: Esta festa se chama Bar Mitzvah. No mundo judeu, 2ª, 5ª e Sábado são dias especiais. Os sacerdotes do mundo antigo abençoavam todos aqueles que iriam ler a Bíblia. Então, estamos em uma festa de judeus que irão festejar o Bar Mitzvah, meninos de 13 anos que irão ler, pela primeira vez em sua vida, um capítulo da Bíblia. Todos estão muito alegres, a família traz tamborins e trompetes rituais (shofar) para celebrar este dia. A palavra Bar significa filho e Mitzva significa mandamento. Daqui em diante, este menino tem que cumprir todos os 613 mandamentos que existem no antigo testamento. Até aqui, ele não era responsável pelos seus pecados. O pai dele era. Os pais ficam muitos alegres, pois a partir deste momento, o pai está liberado de todos os pecados do menino que assume sua responsabilidade religiosa.

MVM: O que é e o que significa aquela caixa que os homens judeus trazem amarrada na cabeça e no braço esquerdo?

Uri: É o Tefilin. Esta caixa tem lá dentro alguns capítulos de Êxodos e Levíticos que falam do contato de Deus e todos os homens que oram a Deus. a palavra oração em hebraico é Tefilah. A caixa se chama Tefilin e é uma forma de ajudá-lo a fazer a oração correta. Todos os judeus ortodoxos, quando acordam pela manhã, agradecem a Deus pela bênção de terem aberto os olhos, vestem suas vestes rituais e oram com aquela caixa. Eles amarram o Tefilin também no braço esquerdo. No mundo judeu fala, que quando oramos a Deus, temos que orar com todo o nosso cérebro, por isso eles colocam a caixa na cabeça, e com todo o coração, por isso colocam a caixa no braço esquerdo.

MVM: Qual o significado do toque do shofar?

Uri: Na era bíblica, o shofar era um instrumento de guerra. Quando Josué atacou Jericó, os sacerdotes tocaram as trombetas, o próprio Deus ajudou a Israel a conquistar aquela terra. Agora, no mundo religioso, a trombeta religiosa que se chama shofar, é uma forma de demonstrar alegria e, em algumas festas importantes como rocha shaná, iomkipur, os judeus tocam a trombeta. E segundo a nossa tradição, quando se toca a trombeta algo como uma cortina lá no céu se abre e Deus escuta a nossa oração.

MVM: Como é a participação das mulheres nesta festa?

Uri: No mundo Judeu existem uma separação entre homens e mulheres na hora de orar. Aqui no muro, os homens ficam à esquerda e as mulheres à direita. Esta separação veio para ajudar a nós, homens, pois o nosso pensamento, principalmente quando estamos perto da mulher, se volta para outras coisas. Como o objetivo aqui é orar e estar em contato com Deus, precisamos estar separados. Existe um lugar para as mulheres que querem participar da festa.

 

A Festa dos Tabernáculos

“Então todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorarem o Rei, o Senhor dos exércitos, e para celebrarem a Festa dos Tabernáculos”, (Zacarias 14:16).

A Bíblia descreve a Festa dos Tabernáculos como a terceira das três festas anuais das quais o povo de Israel foi ordenado a celebrar em Jerusalém. Durante a celebração Judaica do Succot, eles recordam os 40 anos no deserto, assim como celebram e se regozijam pelo ajuntamento para a grande colheita, a proteção e a providência de Deus.

Tradicionalmente, o povo judeu relaciona a Festa dos Tabernáculos com a chegada do Messias. E eles aceitam a participação de não-judeus (gentios), em concordância com a palavra profética em Zacarias 14 que diz que todas as nações subirão à Jerusalém para celebrar a Festa dos Tabernáculos.

Em declaração a Revista Cristã, o Pastor Túlío de Souza Borges, presidente do Ministério Internacional Ágape em Belo Horizonte e que participou com sua família mais uma vez desta grande Celebração em Jerusalém, nos dá algumas informações sobre esta Festa Bíblica. Desde 1980, a Embaixada Cristã tem patrocinado a única celebração cristã a ser realizada durante a Festa dos Tabernáculos em Jerusalém. É a hora em que cristãos trazem seu louvor e adoração ao Deus de Israel, recebem ensinos bíblicos, e desfrutam da companhia de cristãos de muitas nações.

Em João 7 podemos ver que, no último e grande dia da Festa dos Tabernáculos, Jesus levantou-se no Templo e declarou que rios de águas vivas fluiriam do interior daqueles que nEle crerem. Por esta razão, para os cristãos a festa é uma celebração de unidade, alegria, descanso, restauração e reagrupamento, mas também um tempo de aprofundamento de seu relacionamento e caminhada com Deus. Essa celebração cristã tem se tornado conhecida pelo esplendor de sua apresentação, e pelos poderosos momentos de louvor e adoração, enquanto seus participantes são conduzidos por uma equipe internacional de adoradores formada por talentosos cantores, músicos e dançarinos.

A música e o Louvor da celebração da Festa dos Tabernáculos em Jerusalém têm causado grande impacto no mundo Cristão na maneira que interpretam o “adorar como adorava o Rei Davi”. A Marcha de Jerusalém é uma grande oportunidade que os peregrinos das delegações internacionais têm de participarem de evento público organizado pela municipalidade de Jerusalém.

Apesar da convocação de Zacarias 14:16 se cumprir num futuro próximo, a funcionalidade do principio em termos de resultados se aplica ao nosso presente. Por isto é um privilégio ascender a Jerusalém nas festas de peregrinações, especialmente em Tabernáculos, representando o nosso querido Brasil que tem excelentes afinidades com o Povo Judeu.

Neste ano, mais de 700 brasileiros marcaram presença, representando um recorde como também foi a maior caravana entre as mais de 100 nações peregrinas. O tema deste ano foi “As chaves do Reino”, que foi profeticamente explorado pelos mais renomados palestrantes mundiais.

É relevante também citar o Brasil como destaque nesta celebração, sendo representado oficialmente na Festa dos Tabernáculos por alguns brasileiros abençoados que, voluntariamente, deixaram tudo aqui no Brasil e foram para Israel um mês antes da Festa para se preparem espiritualmente e ensaiar, em média 12 horas por dia, para fazerem o melhor para Deus. São eles: Geraldo Antônio Dias, bailarino do Ministério Internacional Ágape de Belo Horizonte, Gilmar de Brito, do Ministério Internacional da Restauração de Manaus e Falkner Ribeiro Pereira, da Comunidade Internacional Reviver em Cristo de Belo Horizonte.

Em cada noite de celebração estávamos diante de um verdadeiro banquete espiritual. Momentos sobrenaturais de louvor, palestras e adoração que foram selados com uma marcha profética pelas ruas da Cidade Santa de Jerusalém, onde pudemos ver estampado no rosto da população Judaica o cumprimento da palavra profética de Isaias 40:1 e 2: “Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. Falai ao coração de Jerusalém, e bradai-lhe que já é findo o tempo da sua milícia, que a sua iniqüidade está perdoada e que já recebeu em dobro das mãos do Senhor por todos os seus pecados”.

O cantor Falkner Ribeiro falou sobre a emoção de ter sido escolhido para fazer parte de uma festa tão importante. “Para mim, foi uma surpresa ser escolhido e estar entre os melhores cantores veteranos, escolhidos “a dedo” para compor a equipe de adoração que ministra o louvor durante a festa dos Tabernáculos. Foi necessário muito estudo, dedicação e parceria para gravar um CD com músicas em vários idiomas, mostrando assim que eu poderia estar

compondo esta talentosa equipe, regida pelo veterano maestro Chuck King. Passei por um teste de capacidade musical onde foram avaliados vários fatores, entre eles a leitura de partituras em Inglês e hebraico”.

 

Turismo Israel

Israel terminou o ano de 2004 festejando um crescimento de 44% em relação a 2003 no número de estrangeiros que visitou o país, somando 1,5 milhão de turistas. Em termos percentuais, o total do aumento de pernoites nos hotéis israelenses atingiu 51%, de acordo com dados divulgados pelo Escritório Central de Estatísticas de Israel (Ecei). A tendência de alta continuou se mantendo no início de 2005. Segundo os dados do Ecei, em comparação aos dois primeiros meses de 2004, foi registrado um aumento de aproximadamente 25,1% no total de visitantes nos meses de janeiro e fevereiro de 2005, passando de 191 mil para 226.500. Do Brasil em especial, houve um crescimento de 18%. O número de visitantes passou de 1.483 para 1.746 no mesmo período.

Segundo Suzan Klagesbrun, diretora do Departamento de Ásia, África e América Latina do Ministério de Turismo, já no final de 2003 dados do Ecei registravam aproximadamente um milhão de entradas no país, ou seja, 23% a mais do que em 2002. Traduzindo em números, este aumento contribuiu com cerca de US$ 5 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB), gerando 133 mil empregos diretos ou indiretos em 2003.

Para o ministro de Turismo, Abraham Hirchson, este é o setor que cresce mais rápido na economia. “Cada cem mil viajantes geram quatro mil novos empregos e revertem em cerca de US$ 200 milhões para PIB”, ressalta o ministro.

Segundo o Ministério do Turismo, a permanência média de 89% dos viajantes no país foi de nove dias. Uma pesquisa realizada no ano passado pelo Ministério mostrou que 72% dos entrevistados já conheciam o país. Em 2000 este índice foi de 40%.

 

Prédio do ministério do turismo de Israel

Susan – Diretora de Marketing para a América Latina, África e Ásia

Em nossa visita ao ministério do turismo de Israel, fomos recebidos por Suzan Klagesbrun, Diretora de Marketing para a América Latina, África e Ásia. Nesta entrevista, Suzan nos fala sobre a importância do turismo e sobre a infra-estrutura turística de Israel.

Missão A Verdade na Mídia: Fale-nos sobre a sua história de vida

Susan: A minha história é como a da maioria do povo judeu. Minha família saiu da Rússia e se estabeleceu nos Estado Unidos. Depois, foi para o Rio de Janeiro e dali, fizemos o que aqui em Israel chamamos de “subir para Jerusalém”. Esta é a minha história. Avós russos, pais americanos, nascida no Rio de Janeiro. Lá eu estudei e, após a faculdade, decidi que viveria a minha vida aqui em Israel. Optei por Jerusalém, pois já viajei muito pelo Ministério do Turismo e posso dizer, com certeza, que Jerusalém é uma cidade das mais belas do mundo. Cheguei em Israel no final dos anos 70 e trabalho para o ministério, em vários cargos, há vinte anos.

MVM: Como você vê o turismo brasileiro aqui em Israel?

Susan: Independente do que se vê na mídia nacional, o brasileiro sempre visitou e continua visitando Israel. Isto quer dizer que o povo brasileiro gosta do povo israelense. E isto é recíproco. Nós amamos não somente o povo, mas o jeito, a cultura, a música, a comida e, principalmente o futebol brasileiro. Sou sabra, o que significa que já sou considerada nativa de Israel, mas quando se trata de futebol, torço para a seleção brasileira.

MVM: O que há para o turista fazer em Israel.

Susan: Israel é um país pequeno se comparado com o Brasil, mais ou menos do tamanho do estado de Sergipe. É um país compacto, por isso não existe a possibilidade de se perder muito tempo com estradas quando se quer visitar vários pontos turísticos. Em Jerusalém é um pouco mais frio, pois estamos em uma montanha a oitocentos metros acima do nível do mar. O turista pode esquiar no monte Hermom no inverno, praticar esporte aquático, inclusive submarino em Eilá, no Mar Vermelho e também Mar Mediterrâneo, fazer treking em jipes ou passeios de camelo no deserto.

MVM: Como é a gastronomia do país?

Susan: Somos um país que foi criado por culturas do mundo inteiro. Por imigrantes da Europa, do norte da África, da Etiópia, da América Latina e da América do Norte. É um conglomerado de culturas que resulta em um número enorme de restaurantes e tipos de comida. Aqui você encontra pratos e temperos do mundo inteiro.

MVM: Qual o idioma oficial do país?

Susan: Somos um mesclado de culturas. Por isso, fala-se mais de 102 línguas em Israel. São três idiomas oficiais: hebraico, uma língua de cinco mil anos atrás com a qual a bíblia foi escrita. O árabe, que por homenagem aos nossos vizinhos, é matéria obrigatória desde o primário. E o inglês, por ser uma língua universal.

MVM: Qual o sistema político e religioso?

Susan: Israel é o único país democrático no Oriente médio. Isto quer dizer que qualquer tipo de religião é aceita no país. Há uma total liberdade religiosa, desde que você não tente influenciar ou obrigar outra pessoa a aceitar ou praticar a sua religião. Jerusalém é um ótimo exemplo disto. Na cidade velha, em apenas um quilômetro quadrado de espaço, temos as três maiores religiões monoteístas do mundo praticam sua religião lado a lado. O judaísmo, o cristianismo e o islamismo. E nós acreditamos que assim deve ser. Também existem vários tipos de judaísmo em nosso país. Existe o ortodoxo, que é mais rigoroso; o conservador que é mais liberal e o ateu.

MVM: Muitos pastores não visitam Israel ou estimulam seus membros a virem à Terra Santa por medo de que os ensinamentos e tradições judaicas sejam ensinadas e impostas a eles. O que você tem a dizer sobre judaizar os cristãos e cristianizar os judeus?

Susan: Pela Constituição do Estado de Israel é proibido você ter qualquer prática messiânica. Ninguém pode converter ninguém a  ter religião alguma. Nós somos uma democracia e se você quer ser judeu você vai ser judeu. Se você quer ser evangélico você vai ser evangélico. Isto é uma opção pessoal sua. Ninguém pode te influenciar. Não existe este tipo de atividade no país porque é contra a Lei, por isso, não é o objetivo dos rabinos que os cristãos se transformem em judeus ou adotem costumes e práticas judias. Inclusive, é muito difícil para um cristão se converter ao judaísmo. Há enormes obstáculos segundo a lei religiosa judaica. Isto leva anos e ninguém aqui tem este tipo de intenção.

MVM: A mídia internacional faz questão de mostrar apenas os eventos de conflitos e atentados que acontecem em Israel, em detrimento dos grandes feitos que o país tem realizado nas áreas de economia, tecnologia, saúde, agricultura e muitos outros. Como isto influencia o turismo em Israel?

Susan: A mídia internacional é muito seletiva. O que vende é guerra. Guerra dá audiência. Paz não dá audiência. Então, mesmo que seja um evento isolado, que tem um foco muito específico de atingir apenas cidadãos israelenses e não os turistas que nos visitam, a mídia distorce os fatos. Graças a Deus, a situação no país melhorou tremendamente. Estamos passando um período de calma e tranqüilidade desde o segundo semestre de 2004. O que se vê na mídia mundial não é a nossa realidade. Não é o que acontece aqui na rua, quando você desde do escritório. Nós temos a nossa rotina normal como a de qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. Nossas crianças vão para a escola e os pais vão para o trabalho. Isto, infelizmente, a mídia não mostra.

MVM: Fale-nos sobre o turismo em Belém.

Susan: A primeira coisa que foi implementada após a mudança na liderança palestina, depois da morte de Arafat, foi o primeiro encontro entre o ministro do turismo de Israel e o ministro do turismo da autoridade palestina, que aconteceu antes de dezembro de 2004. Ali foi resolvido um problema de alguns anos, que haveria uma passagem direta, automática e sem interrupções, para peregrinos que estavam na parte Israelense, em Jerusalém, que gostariam de passar o natal ou pelo menos a noite de natal na cidade de Belém. Isto realmente aconteceu. Houve a passagem direta de milhares de peregrinos israelenses para Belém nesta noite. O turista peregrino cristão não israelense sempre pôde ir para Belém. Apenas os israelenses é que não, por motivo de segurança. Durante os quatro anos de crise política, os turistas e peregrinos cristãos não ficavam à vontade para ir à Belém por questão de falta de segurança por parte das autoridades palestinas. Com isto, donos de restaurantes, de lojas de souvenir, de empresas de transporte turístico e de hotéis em Belém sofreram economicamente por causa da queda drástica no número de visitantes cristãos do mundo inteiro na cidade. Graças a Deus, após a mudança política na liderança palestina, há uma tranqüilidade enorme e com isto, o turista se sente seguro para visitar Belém como parte do itinerário peregrino.

MVM: Os turistas também são alvo de ataques terroristas?

Susan: Esta imagem que as pessoas têm de que turistas são alvo de terroristas é devido à falta de conhecimento. A mídia internacional nunca se preocupou em explicar o que realmente aconteceu aqui em Israel durante o conflito. Turistas nunca foram alvos de terroristas ou homens bomba aqui em Israel. Graças a Deus, Nunca aconteceu uma morte ou ferimentos a turistas aqui. A intenção primária do terrorista é atingir diretamente o povo de Israel, isto quer dizer, eles colocam bombas ou homens suicidas em feiras de frutas e legumes, mercados, em estações de ônibus locais e não de turistas. Na verdade o que acontecia aqui e graças a Deus não acontece mais, é que turistas nunca foram o alvo, todos os pontos turísticos e religiosos do país funcionaram normalmente durante o conflito e continuam funcionando, ao contrário de outros países como o Egito, por exemplo, onde existem falanges terroristas cujo alvo principal é atingir a economia egípcia através do ataque à turistas, ou na Indonésia, quando houve um atentado horrível em Bali, onde foi atingido somente um grupo de turistas australianos e não cidadãos da Indonésia.

MVM: Agora temos um vôo direto do Brasil para Israel. Fale sobre esse vôo.

Susan: Essa é uma notícia extraordinária, principalmente para os turistas que não querem perder tempo nem dinheiro com conexões na Europa, pois assim ele terá mais tempo para passear e conhecer os pontos turísticos de Israel. São apenas 14 horas de vôo, de Salvador direto para Tel-aviv, com uma parada técnica de 30 minutos em Tenerif, para reabastecimento da aeronave. Haverá um número específico de vôos e, de acordo com o fluxo, poderá haver mais vôos saindo de outros estados do Brasil.

 

Escritório do Vice-Ministro da Educação e Deputado Majallie Whbee

Muito querido entre os israelenses, árabes e druzos em Israel Majallie Whbeenasceu e foi educado em Israel e pertence ao grupo árabe israelense e druzo. Durante o serviço militar, foi general de uma brigada de pára-quedistas israelenses. Após o serviço militar, cursou a universidade Hebraica de Jerusalém e em 1995, chegou à política trabalhando como ajudante do Ministro da infra-estrutura de Israel que, na época era Ariel Sharom, hoje Primeiro Ministro de Israel. Também acompanhou Ariel Sharom no Ministério de Relações Exteriores e foi o primeiro secretário geral de cooperação internacional no Ministério de Relações Exteriores, é deputado desde 2003 e foi também membro do Comitê de Segurança de Israel – um dos mais importantes do Parlamento, foi membro do Comitê de Educação e Cultura e há oito meses atrás, foi eleito como Vice-ministro da Educação. Nesta entrevista, falou sobre política, educação e sobre possíveis soluções para o conflito entre árabes e israelenses.

MVM: Quantos parlamentares árabes e druzos existem no parlamento de Israel e quais são as principais demandas do parlamento?

Majallie Whbee: Existem 08 parlamentares cristãos e maometanos e 02 druzos, num total de 10 do setor árabe druzo. As principais demandas são de representar aqueles que nos elegeram para o cargo, defendendo seus interesses nas diferentes áreas de suas necessidades.

MVM: Porque o estado palestino não se concretizou?

Majallie Whbee: Em 1947, os judeus aceitaram a criação do Estado de Israel, mas os palestinos não aceitaram. Eles recebiam orientação dos países árabes vizinhos para não aceitarem a idéia e lamentavelmente, daquela data em diante, vivemos em guerra.

MVM: Como seria a situação se os palestinos tivessem aceitado a criação do estado da Palestina?

Majallie Whbee: Se isto tivesse ocorrido, é possível que evitaríamos um grande derramamento de sangue durante tantos anos. Também poderíamos ter criado uma confederação que traria muita prosperidade para todos.

MVM: Gaza foi evacuada recentemente. O senhor acredita que possa haver um governo democrático naquela região?

Majallie Whbee: Israel tomou a decisão de sair da faixa de Gaza para ter uma chance de haver paz na região. Aqueles que elegem esperam que os eleitos governem. Na faixa de gaza, lamentavelmente, existe uma autoridade palestina que foi eleita, mas não consegue governar, pois a oposição que existe ali é fundamentalista e extremista (Hamas e Jirahd), por isso, é muito difícil que haja uma democracia naquela região.

MVM: Quais os benefícios na área da educação que o estado de Israel tem oferecidos aos árabes e druzos? Eles recebem os mesmos benefícios oferecidos aos cidadão judeus pelo governo de Israel?

Majallie Whbee: O fato de eu estar aqui neste escritório demonstra que aqui qualquer um pode chegar onde quiser. Basta se esforçar e estudar. A oportunidade é a mesma para todos. Nós lutamos pelos mais necessitados, mas temos uma lei de igualdade entre todos os cidadãos, que exige que todos recebam o mesmo nível de educação. Aqui no Ministério de Educação e Cultura temos um departamento dedicado à tradição e cultura dos Árabes cidadãos de Israel. Assim como os palestinos e cristãos. Do ponto de vista cultural, árabes e judeus convivem muito bem. É certo que demorou muito tempo, devido aos conflitos, para que árabes e judeus pudessem conviver juntos, mas quando começou o processo de paz, os árabes israelenses se tornaram cidadão de Israel, e eles se sentem orgulhosos, satisfeitos e têm uma situação econômica muito melhor que os outros árabes da região.

MVM: Qual o papel destinado à comunidade árabe israelense no processo de paz entre judeus e palestinos?

Majallie Whbee: Eu sou considerado uma ponte entre palestinos e judeus e se existe um contato entre o Primeiro Ministro de Israel e os políticos palestinos, é preciso agradecer aos contatos proporcionados por este escritório. Aqui em meu gabinete, tenho fotos de palestinos, jordanianos, árabes e quando demoro a visitá-los eles ligam e perguntam se está acontecendo alguma coisa. Muitas pessoas ficam surpresas até entenderam que uma pessoa que conhece os segredos do país israelense pertence a uma minoria druza árabe. Porém, ainda existem muitos políticos do mundo árabe que não aceitam o acordo de paz entre árabes e israelenses porque estão a favor da criação do estado palestino.

MVM: Aqui em Israel, vimos crianças de cinco, seis anos que falam fluentemente o hebraico, o inglês, o árabe e até o espanhol. Qual o segredo do grande sucesso da educação em Israel?

Majallie Whbee: Sem educação não chegamos a lugar nenhum. Aqui em Israel não temos nenhuma riqueza natural. Investimos somente em educação. Devido a isto, conseguimos, em poucos anos, transformar Israel em uma superpotência local e tudo isso tem a ver somente com a educação. Os judeus, os maomentanos, os cristãos e os druzos têm oportunidade de estudar suas línguas nas escolas e o árabe é uma língua oficial no país. Pretendo, em breve, visitar o Brasil e, com prazer, gostaria de passar para o governo brasileiro algumas idéias que deram certo aqui em Israel sobre educação. Gostaria de convidar a todos os brasileiros para visitar Israel. Somos um país pequeno, mas democrático, onde moram pessoas que amam cooperar umas com as outras. Fizemos a paz com o Egito, com a Jordânia e em breve, faremos a paz com os palestinos. Aqui, somos sete milhões de pessoas que vivem em um espaço pequeno, mas que têm um grande coração. Convidamos a todos vocês, amigos brasileiros, que venham nos visitar. Serão todos muito bem vindos.

MVM: Chegam ao Brasil muitas informações distorcidas pela mídia. Fale-nos sobre a mídia tendenciosa.

Majallie Whbee: Eu não considero a mídia como uma inimiga, apenas aquela que toma partido da hostilidade. Uma vez que a mídia toma uma posição unilateral, as pessoas não a respeitam como uma mídia objetiva e séria. Existe a mídia que toma uma posição hostil contra Israel e também àquela que diz a verdade.

 

Embaixador do Brasil em Israel Sérgio Moreira Lima

O Embaixador do Brasil em Israel, Sérgio Moreira Lima, nos concedeu uma entrevista de mais de quatro horas. Durante este tempo, pudemos aprender muito sobre a relação entre Brasil e Israel, seus interesses em comum e a grande afinidade que existe entre os dois países e, principalmente, entre os dois povos.

MVM: Como o trabalho deste Embaixada tem ajudado Israel?

Sérgio Moreira Lima: Sejam bem vindos à casa do Brasil em Israel. É muito bom receber esta importante delegação de jornalistas brasileiros. Cheguei em Israel há quase três anos, em fevereiro de 2003, na véspera do início da guerra no Iraque. De lá para cá, houve uma melhoria significativa, tanto na economia como nas perspectivas de soluções para o conflito. Hoje, o clima em Israel é bastante diferente, o país está crescendo 5% ao ano, e com a implementação do chamado Mapa do Caminho, ou Mapa do Quarteto, que é um grupo formado pelas Nações Unidas, Estados Unidos, União Européia e Russia, onde a comunidade internacional, envolvida em ajudar israelense e palestinos a encontrarem o caminho para a solução do conflito, criou uma situação de entendimento e diálogo. Não é um processo simples, é muito complexo, pois é um conflito muito antigo, mas há três anos atrás não havia um roteiro para a paz e hoje existe.

MVM: Sabemos que a embaixada tem desenvolvido um trabalho muito bonito e importante para o processo de paz. Fale sobre isso.

Sérgio Moreira Lima: No Brasil existe uma convivência harmônica entre as muitas raças que formam o nosso povo e também uma tolerância e uma concórdia que é praticada por todo o povo. Este é um fato do qual devemos nos orgulhar, pois apesar dos diversos grupos étnicos, culturas e religiões, sempre estivemos de portas abertas para todos, respeitando a liberdade e a individualidade de cada um, fazendo com que se sentissem brasileiros de verdade. Isto é uma grande lição que temos para ensinar aos outros povos do mundo. Este é um exemplo a exportar, principalmente a convivência harmônica entre árabes e judeus que existe no Brasil. MVM: Sabemos que a educação é o segredo do grande desenvolvimento tecnológico de Israel. Fale sobre o papel do Brasil neste desenvolvimento.

Sérgio Moreira Lima: O Brasil deve se orgulhar do grande papel que teve na criação do estado de Israel na pessoa de Osvaldo Aranha. Mas também pelo fato de que muitos brasileiros, educados e formados em universidade brasileiras vieram para cá ajudar na formação do país. MVM: Hoje o Brasil é o segundo parceiro de Israel nas Américas. Fale sobre o fluxo comercial entre os dois países.

Sérgio Moreira Lima: Houve uma evolução muito positiva no comércio entre Brasil e Israel nestes últimos três anos, onde tivemos uma duplicação das exportações brasileiras. O comercio bilateral cresceu de 400 milhões para 720 milhões o que fez com que o Brasil se tornasse o segundo maior parceiro de Israel nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos. MVM: Fale sobre a comunidade brasileira em Israel?

Sérgio Moreira Lima: Temos na área de jurisdição da Embaixada, 12.500 brasileiros. 10 mil em Israel e 2.500 nos territórios palestinos, na região de Hamala. Nós temos professores, advogados, médicos, engenheiros, músicos e muitas outras profissões. Existe um centro cultural Brasil-Israel, presidido por um advogado brasileiro que faz um excelente trabalho ensinando português e semestralmente, assino os diplomas de alunos israelenses que estão se formando no curso de português, idioma também ensinado em universidades do país. Há um interesse muito grande pela cultura brasileira. A televisão exibe novelas brasileiras, a capoeira faz parte do currículo das instituições de educação na educação física, os músicos de Israel estudam muito a bossa nova e o último concerto de Tom Jobim foi realizado aqui. Temos pequenas escolas de samba e músicos que tocam em casa noturnas de Israel. Organizamos também o Conselho de Cidadão Brasileiros que nos ajudam a difundir a cultura brasileira.

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