Estudos Interessantes Sobre Israel


Estudos Interessantes Sobre Israel 

A DESCOBERTA DE LIVROS DE CHUMBO – ISRAEL

Livros de metal ou “Tablets”, encontrados na Jordânia, apresentam um novo mistério: Uma antiga coleção de 70 livros pequenos, cada um com 5 a 15 páginas de chumbo, pode desvendar alguns segredos dos primórdios do cristianismo.

O proprietário do material escondido é um beduíno chamado Hassan Saeda, que vive na aldeia de Um-al-Ghanam, no norte de Israel, segundo o Sunday Times. Acredita-se que o material foi obtido depois de ter sido descoberto no norte da Jordânia.

Duas amostras foram enviadas a um laboratório da Inglaterra, onde foram examinadas por Peter Northover, chefe de um grupo de arqueologia e especialista em ciência dos materiais. O veredito não foi conclusivo sem mais provas, mas ele disse que a composição era “consistente com uma gama de chumbos antigos”.

O governo da Jordânia tenta repatriar livros feitos de chumbo que, segundo suspeitas de especialistas, parecem ser os mais antigos da história cristã, tendo sobrevivido a quase 2.000 anos em uma caverna do país do Oriente Médio.

Recentemente, um tradutor aramaico, Steve Caruso, concluiu sua análise dos artefatos, e afirmou ter uma evidência irrefutável de que eles são falsos.

O especialista obteve fotos de todos os textos. Examinando-as, confirmou que havia um monte de formas de escrita aramaicas velhas (com pelo menos 2.500 anos), mas percebeu que elas estavam misturadas a outras formas de escrita mais jovens. Fonte: www.comshalom.org
O estudioso de arqueologia religiosa antiga, David Elkington, continua a acreditar na autenticidade dos códices. Durante meses, ele e sua equipe têm tentado ajudar o governo jordaniano a recuperar os códices de Israel, para onde foram contrabandeados.
Na “capa” de um dos livros “vemos o menorá de sete ramificações, o que os judeus eram proibidos de representar porque ele residia no local mais sagrado do templo, na presença de Deus”, explica Elkington. “Assim, temos a vinda do messias para obter a legitimidade de Deus.”

Parece ser mais uma obra sem valor teológico, mas que pode trazer luz a fatos interessantes. Nada que comprometa os alicerces do cristianismo como torcem seus não simpatizantes. Lembram os Manuscritos de Qumran que em nada afetou à igreja.

O LIVRO DE ESDRAS

Capítulo 1: 1 No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor proferida pela boca de Jeremias, despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, de modo que ele fez proclamar por todo o seu reino, de viva voz e também por escrito, este decreto: 2 Assim diz Ciro, rei da Pérsia: “O Senhor Deus do céu me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá. 3 Quem há entre vós de todo o seu povo (seja seu Deus com ele), suba para Jerusalém, que é em Judá, e edifique a casa do Senhor, Deus de Israel; ele é o Deus que habita em Jerusalém. 4 E todo remanescente, seja qual for o lugar em que é peregrino, seja ajudado pelos homens desse lugar com prata, com ouro, com bens e com animais, afora a oferta voluntária para a casa de Deus, que está em Jerusalém”.

OS DESCENDENTES DE CAM, NETO DE NOÉ

Os habitantes de Canaã estão referenciados como os descendentes de Cam, neto de Noé. Canaã gerou Sidom, seu primogênito, e a Hete e os jebuseus, aos amorreus e aos gigarseus, aos heveus, aos arqueus, aos sineus, aos arvadeus, aos zamareus e aos hamateus (Gênesis 10.15-18). Esses povos aparentados com os israelitas estavam estabelecidos em Canaã juntamente com os filisteus e os caftorins, formando pequenos reinos organizados. A Bíblia determina o termo dos cananeus: “… foi desde Sidom, indo para Gerar, até Gaza, indo para Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa” (Genesis 10.19).

A terra de Canaã será o cenário onde ocorrerá grande parte da história de Israel. Esta região ao norte, é cercada de montanhas cobertas por neve no inverno; ao sul, ao contrário, um deserto escaldante, que se estende sob um sol implacável até o Mar Vermelho; a oeste, recebe das ondas a brisa do mar Mediterrâneo; a leste, o rio Jordão, que nasce das águas degeladas do monte Hermom, passando pelo vale de Ula, formando o lago de Tiberíades, antigamente chamado de mar da Galiléia, e desembocando no mar Morto, o ponto mais baixo do planeta Terra, 400 metros abaixo do nível do mar. Do Mediterrâneo ao Jordão são aproximadamente 80 quilômetros, e por volta de 450 quilômetros se estendem do sul ao norte. No meio, morros aprazíveis e vales verdejantes se estendem.

Canaã foi habitada pelo neto de Noé, descendentes de Canaã, filho de Cam. Canaã foi pai dos cananeus, dos fenícios e muitos outros pequenos povos que foram destruídos pelos semitas. Gênesis 10 alinha nove nações na terra de Canaã e mais os filisteus, todos debaixo do cognome de habitantes de Canaã. No tempo da conquista, sob a liderança de Josué, apenas sete nações são mencionadas em Canaã (Josué 3.10). Os filisteus, devido ao desenvolvimento social e político, não eram contados como nação, mas sim como um grande império. Faremos um breve relato das sete nações cananéias que, junto com os filisteus, povoaram a terra que Deus prometera a Abraão e seus descendentes.

OS HETEUS

Por 47 vezes a Bíblia faz menção a um povo chamado “os heteus”. Eles foram listados entre as nações que habitavam a antiga Canaã quando Abraão entrou na terra (Gn 15.20). Eles foram considerados significativos o suficiente para comprar carros e cavalos de Salomão (1 Rs 10.29). E mantiveram um exército tão poderoso que o rei de Israel alugou-os para lutar e expulsar o formidável exército dos arameus (2 Rs 7.6-7).

De acordo com as Escrituras, Hete foi o segundo filho de Canaã, filho de Cam. De Hete descendem os heteus; em algumas obras de arqueologia têm-se esses povos como heteus e hititas. Foi dos filhos de Hete que o patriarca Abraão comprou a caverna de Macpela (Gn 23.10).

GRUTA DE MACPELA

Esaú, irmão de Jacó, casou-se com duas mulheres hetéias (Gn 26.34-35). Durante a peregrinação dos hebreus, quando Moisés enviou os doze espias para o reconhecimento da terra que haviam de ocupar, os heteus são citados entre outros povos presentes nas montanhas do sul da Palestina (Nm 13.29); também fizeram parte de uma aliança contra os hebreus a leste de Jerusalém (Josué 9:1-2). Davi possuía um oficial em seu exército também heteu o marido de Bate-Seba (2 Samuel 11.13). Quando da volta do cativeiro, nos dias de Esdras, os israelitas encontram os heteus na Palestina e casam-se com suas filhas, cometendo abominação contra o Senhor (Esdras 9:1-2).

Todavia, a despeito da proeminência dos heteus no texto bíblico, há apenas 100 anos os críticos eruditos duvidavam que eles tivessem existido. Até então nenhuma evidência de tal povo havia sido encontrado. Eles eram simplesmente parte da história religiosa da Bíblia. No entanto em 1876, o erudito britânico A. H. Sayce suspeitou de uma inscrição não decifrada esculpida nas rochas da Turquia e Síria, pudessem ser uma evidência dos até então desconhecidos heteus. Então tabletes de argila foram descobertos nas ruínas de uma cidade antiga na Turquia, chamada Boghaz-Keui. O povo local estava vendendo estes tabletes e alguns caíram nas mãos de peritos. Isso permitiu que um perito alemão em texto cuneiforme, Hugo Winckler, fosse ao sítio e escavasse.

sítio arqueológico de Hatusa

 

Ali ele descobriu cinco templos, uma cidade fortificada e muitas esculturas monumentais. Em um armazém incendiado ele também encontrou mais de 10 mil tabletes. Logo que eles foram finalmente decifrados, foi anunciado ao mundo que os heteus haviam sido encontrados. Boghaz-Keui havia sido de fato a antiga capital do Império Heteu (conhecida

como Harrusha). Outras surpresas se seguiram, tal como a revelação de que a língua hetéia estava associada com as línguas indo-européia (das quais o ingles faz parte), e que a forma de seus códigos de lei eram muito úteis para a compreensão daqueles descritos na Bíblia.

o Portal dos Leões em Hatusa

Escrita hitita em hieróglifos

Texto hitita cuneiforme

Carro de combate e guerreiros hititas

Deus Sol esculpido numa câmara das muralhas de Hatusa

Representação de doze deuses hititas do submundo

Representação de dois deuses hititas

OS AMORREUS

A terra que Deus prometeu a Abraão e seus descendentes era conhecida na antiguidade como terra dos amorreus, situada no lado ocidental do mar Morto: “Assim, Israel habitou na terra dos amorreus” (Números 21.31). Porém eles aparecem em várias cidades: em Hebrom, em Siquém, em Gileade e Basã e nas imediações do monte Hermom.

Segundo os pesquisadores, o significado da palavra AMORREU é uma transliteração do babilônico AMARRU (singular e plural), de origem caldaica. Sendo assim, os amorreus teriam estendido seu domínio até a Babilônia e também em toda a Arábia, Palestina, Sinai e norte da Palestina.
Em 1887 foram descobertas umas tabuinhas de argila em Tel El Amarna (hoje Et-Tell), no Egito, uma cidade fundada, segundo a cronologia de Maneto, em 1370 a.C. por Amenófis IV (Akhenaton) para ser sua capital, a qual deu o nome de Akhetaton, tendo este faraó reinado de 1387 a 1366 a.C. Logo após sua morte, esta cidade foi abandonada e se transformou em uma ruína soterrada. As tabuinhas escritas em cuneiforme acadiano, a linguagem diplomática internacional naquela época, eram parte dos arquivos reais, cartas dirigidas pelos reis e governadores dos países vassalos da Síria e da Palestina ao faraó. Em uma dessas cartas os faraós chegaram a reconhecer todo o Oriente como terra dos Amarrus.

OS CANANEUS

Os cananeus eram descendentes de Canaã, filho de Cam, filho de Noé (Genesis 10.6). O termo significa tanto um povo quanto a região em que habitavam, a Cananéia. Ocuparam uma grande faixa de terra no vale do Jordão e se estenderam pela orla do Mediterrâneo (Números 13.29; 14.15). Era um povo guerreiro, que tinha a seu favor os carros de ferro e seus cavalos.
Habitavam uma localização estratégica. Sua localização geográfica servia tanto como uma ponte entre os vários impérios como uma arena para lutas e conflitos entre os habitantes de Canaã. Em conseqüência disso, os cananeus nunca puderam estabelecer um estado forte e unificado, e suas organizações políticas tomaram a forma de cidades independentes dotados de governos ligados por relações federativas. Entre as cidades costeiras mais importantes dos filisteus, cananeus e fenícios que habitaram a área atual da Palestina, estavam Megido, Hebrom, Dor, Sidom, Tiro, Acre, Asquelom e Gaza. As cidades cananéias do interior incluíam Jericó, Nablus e Jerusalém (Jebus). A religião dessas primeiras civilizações da Palestina era centrada na natureza.

OS FEREZEUS

Descendentes de Canaã, filho de Cam, que aparecem comumente ligados aos cananeus. Espalharam-se por toda a terra de Canaã. Na contenda que tiveram os pastores de Abraão com os pastores de Ló, os ferezeus já se encontravam em parceria com os cananeus (Genesis 13.7). Josué se defrontou com eles nas abas do monte Carmelo (Josué 17.15) e também nos territórios ocupados por Judá (Juízes 1.4-5). Na época dos Juízes (século XII-XI a.C.), os ferezeus compunham com os canaanitas um memso exército, parece que também uma fortaleza, Bezeq e um mesmo líder senhorial, Adoni Bezeq (Jz 1.4-5).

Encontramos resquícios deles ainda no reinado de Salomão, fazendo parte da mão-de-obra escrava: “Quanto a todo o povo que restou dos amorreus, heteus, ferezeus, heveus e jebuseus, e que não eram dos filhos de Israel, e seus filhos, que restaram depois deles na terra, os quais os filhos de Israel não puderam destruir totalmente, a esses fez Salomão trabalhadores forçados até hoje” (I Reis 9.20).

OS HEVEUS

Como os outros povos, estes também eram descendentes de Canaã, filho de Cam (Gênesis 10.17; 2Crônicas 1.15). Habitavam as montanhas do Líbano próximo ao monte Hermom até a entrada de Hamate (Juízes 3.3). Foi com este povo que os filhos de Jacó se indignaram por causa de sua irmã Diná, que fora deflorada; como conseqüência, passaram a fio da espada a cidade inteira (Gênesis 34). Na época da conquista, eles usaram de estratagema, se fingiram de embaixadores de um país distante (Josué 9.4); ao serem descobertos, foram reduzidos a escravos rachadores de lenha e tiradores de água para a casa de Deus.

Eles representam uma população mista de amorreus e cananeus, a qual viva na vizinhança da grande fortaleza do amorreus. Os gibeonitas eram heveus (Js 11.19). Os heveus tomaram dos cananeus o costume de fazer reuniões às portas das cidades. Era um povo pacífico quanto a disposição e maneiras.

OS GIRGASEUS

Era uma das tribos que ocupavam a terra de Canaã. O território dos girgaseus ficava ao ocidente do rio Jordão. Eram conhecidos na antiguidade pelo seu profundo rancor para com os outros povos. Dados bíblicos nos informam que este povo resistiu terrivelmente a Josué e suas tropas na conquista de Canaã, entretanto foram vencidos pelo exército de Israel (Deuteronômio 7.1; Josué 3.10).

OS JEBUSEUS

São descendentes de Jebus, filh de Canaã, os quais colonizaram a região em volta de Jerusalém (Genesis 10.16). Não se sabe se foram eles os primitivos habitantes ou se substituíram outro povo mais antigo. A primeira referência aos jebuseus foi feita pelos espias, quarenta anos anos antes dos israelitas entrarem na terra prometida. Quando averiguaram a terra, encontraram lá os “amalequitas que habitavam a terra de Neguebe; os heteus, os jebuseus e os amorreus habitavam na montanha; os cananeus habitavam ao pé do mar e pela ribeira do Jordão” (Josué 13.29). Eles constituíam uma forte e vigorosa tribo, sendo prova disso o fato de conservarem seu poder na forte cidadela de Jebus até ao tempo de Davi (2 Samuel 5.6). O seu rei Adoni-Zedoque foi morto na batalha de Bete-Horom (Josué 10.1,5, 26). A própria fortaleza de Jebus foi saqueada pelos homens de Judá (1 Crônicas 11.5). Todavia, estes contínuos desastres não puderam pô-los fora de seu território, visto como os achamos numa época posterior habitando ainda as terras de Judá e Benjamim (Josué 15.8,63 – Esdras 9.1). A submissão de Araúna, o rei dos jebuseus a Davi, apresenta-nos um quadro caracterítico da vida dos cananeus e também dos israelitas (2Sm 24.23); 1Cr 21.15). Nada se sabe a respeito da religião dos jebuseus. Somente dois membros dessa tribo são mencionados pelo nome, e são Adoni-Zedeque e Araúna.

OS FILISTEUS

Na Bíblia, um dos mais proeminentes inimigos do Israel foram os filisteus. Por volta do século XIII chegaram à Palestina sucessivas vagas de imigrantes ou invasores vindos do norte e do noroeste, das ilhas ou do lado Mediterrâneo. Os historiadores costumam designá-los com a expressão “Povos do Mar”. Esses povos parecem ter-se fixado sobretudo ao longo da costa. Os mais conhecidos entre eles são os filisteus, que se fixaram no sudoeste, na costa do Neguebe e Sefalá (Vale de Sarom). Aí fundaram vários pequenos reinos: Gaza, Asdobe, Asquelom, Gate e Ecrom (Josué 13.3). O território ocupado pelos filisteus era chamado de Filístia, de onde deriva o nome Palestina, que vai do sul do monte Carmelo até o sul da Palestina na direção do Egito. Belicosos, eram guerreiros valentes e perigosos. Não deve ter sido por acaso que o seu nome foi dado a toda região conhecida posteriormente por Palestina, isto é, terra dos filisteus.

No templo Medinet Habu, inscrição retrata prisioneiros filistinos libertados

Para o senso comum, a palavra “filisteu” designa um indivíduo inculto e carente de inteligência, com interesses vulgares e puramente materiais. Um sujeito convencional, desprovido de toda e qualquer capacidade intelectual. Porém, para os arqueólogos, o termo evoca algo muito diferente.
Ecron, Gath, Gaza, Ashcalon e Ashdod são nomes que os estudiosos da Bíblia e da história de Israel sabem de cor. Representam as localidades que constituíram, a certa época, a aliança política e econômica entre cinco cidades-estado autônomas na costa sul do Levante, conhecida como a pentápole filistina. A região era habitada por povos oriundos do Egeu, os filisteus, que se estabeleceram definitivamente no local durante a Idade do Bronze tardia.

Nas paredes construídas por Ramsés III, hieroglifos recontam as disputas do século XII a.C.

Em finais do século XII a.C., o faraó Ramsés III ergueu o templo mortuário em Medinet Habu. Ali, o governante quis perpetuar seu nome e feitos heróicos e, para tanto, decorou as paredes externas do mausoléu com preciosos relevos, representando as cenas de suas inúmeras glórias. Os frisos são acompanhados de textos explicativos, que descrevem minuciosamente cada uma das batalhas vencidas. Entre eles, a história das pelejas contra os povos do mar. a coalizão de povos marítimos. O faraó ma

Por volta de 1190 a.C., no oitavo ano de reinado de Ramsés III, o Egito foi atacado por um ssacrou os invasores e contabilizou uma retumbante vitória. Entre os derrotados, havia tribos de nomes tão sonoros como Thekker, Shekelesh, Denyen, Wesheh e Peleset. Os estudiosos concordam que estes últimos são idênticos aos filisteus da Bíblia.

Fragmento esculpido em calcário encontrado no templo de Ramsés III

Em Medinet Habu, o faraó perpetuou sua suposta vitória sobre os povos do mar

A área habitada pelos filisteus foi a planície litorânea do Mediterrâneo, e a dificuldade de acesso a essa região, exceto durante o reinado de Salomão evitou que Israel desenvolvesse comércio marítimo. Uma das primeiras rotas militares e comérciais primeiramente chamada o “Caminho de Hórus” e mais tarde, a “Via Máris” (O Caminho do Mar), atravessava o territótrio deles. Embora o rei Davi tivesse conseguido colocar o território filisteu sob o controle tributário dos israelitas (2 Sm 8.11-12; 1 Rs 4.24) e os filisteus tivessem sido obrigados a pagar o tributo nos dias de Josafá (873-848 a.C.; 2 Cr 17.11), conflitos de fronteiras ainda continuaram a acontecer entre os filisteus e israelitas, como no tempo de Acaz (731-715 a.C.: 2 Cr 28.18).
Procedentes dos Casluim, filho de Mizraim (Egito), entre os antigos povos da Palestina, os filisteus foram talvez os que maior influência exerceram sobre os descendentes de Jacó. Praticamente tudo o que se sabe sobre os filisteus, se baseiam nas Escrituras e em parte nas inscrições egípcias. Sansão lutou contra eles e antes dele Sangar (Juízes 3.31). No final do período dos juízes, os filisteus venceram os israelitas, matando Hofini e Fineías, filhos do sacerdote Eli, que também morreu ao saber da notícia da morte dos filhos e da tomada da Arca da Aliança pelo filisteus (I Samuel 4). Jônatas, filho do rei Saul, venceu uma guarnição filistéia entre Micmás e Geba (I Samuel 14). Quando Davi foi proclamado rei sobre todo Israel, desfechou pesado golpe contra os filisteus, expulsando-os da região “montanhosa” e pondo fim ao seu domínio sobre Israel (2 Samuel 5). Depois da morte de Davi, os filisteus voltaram a atacar Israel conforme relatos bíblicos (I Reis 15.27; 16.15). No reinado de Josafá “alguns dos filisteus traziam presentes a Josafá, e prata como tributo” (2 Crônicas 17.11). A última referência bíblica aos filisteus e suas cidades se encontra no livro do profeta Zacarias, que traz uma mensagem de juízo aos filisteus: “Asquelom o verá e temerá; também Gaza e terá grande dor; igualmente Ecrom, porque a sua esperança será iludida; o rei de Gaza perecerá, e Asquelom não será habitada” (Zacarias 9.5).

OS MOABITAS

Os moabitas são descendentes de Ló, sobrinho de Abraão com sua filha primogênita. Estabeleceram-se na Transjordânia, território entre o Mar Morto e o deserto da Arábia, anteriormente ocupada pelos emins, conhecidos também como refains ou enaquins (Deuteronômio 21.10-11). Muitas vezes faziam incursões predatória em Israel; “em bandos costumavam invadir a terra, à entrada do ano” (2 Reis 13.20). Combatidos por Juízes e por Saul, foram definitivamente vencidos por Davi. Tinham religião politeísta e um regime monárquico. Seus deuses principais eram Quemos, Atar e Baal-Peor. Inscrições encontradas coincidem com os da Bíblia e mostram que Quemos era o deus de Moabe.
Os moabitas foram um povo nômade que se estabeleceu a leste do Mar Morto por volta do século XIII a.C., na região que mais tarde seria chamada de Moabe.

Moabe é o nome histórico de uma faixa de terra montanhosa no que é atualmente a Jordânia, ao longo da margem oriental do Mar Morto. Na Idade Antiga, pertencia ao Reino dos Moabitas, um povo que estava freqüentemente em conflito com os seus vizinhos israelitas a oeste.
A tribo desenvolveu-se no sudeste da Transjordânia, onde Ló poderá ter vivido depois da destruição de Sodoma. Depois que se tornaram fortes, expulsaram os emeus e ocuparam-lhes o país, desde o ribeiro de Zerede (Wâdi el-Hesa), que desagua no Mar Morto, na sua extremidade mais a sul, até “às planícies de Moabe”, que se situavam a nordeste do Mar Morto. Contudo, pouco depois da chegada dos israelitas, Seom, um rei amorreu, tomou de Moabe o território a norte do Arnom (Wâdi el-Môjib) e estabeleceu a sua capital em Hesbom. Moabe estendeu-se, depois, desde o Zerede até ao Arnom.

Reino de Moabe e as tribos Israelitas durante o período dos juízes.

Pedra Moabita

A estela de Mesha fotografada por volta de 1891 descreve a Guerra
do monarca Mesha contra os Israelitas.

Pedra Moabita ou Estela de Mesa, é uma pedra de basalto, com uma inscrição sobre Mesa, Rei de Moabe. Este registra a conquista de Moabe por Omri, Rei de Israel Setentrional. Após a morte de Acab, filho de Omri, Mesa revolta-se depois de prestar vasalagem por 40 anos. Esta inscrição completa e confirma o relato bíblico em II Reis 3:4-27. A estela teria sido feita, aproximadamente, por volta de 830 a.C..

A estela foi adquirida em Jerusalém pelo missionário alemão F. A. Klein , em 1868. Encontrada em Díbon, a antiga capital do Reino de Moabe, a 4 milhas a Norte do Rio Árnon. Encontra-se no Museu do Louvre, em Paris. Com a excepção de algumas variações, mostra que a escrita dos moabitas era idêntica ao hebraico.

A Pedra Moabita confirma o nome de locais e de cidades moabitas mencionadas no texto bíblico: Atarote e Nebo (Números 32:34,38), Aroer, o Vale de Árnon, planalto de Medeba, Díbon (Josué 13:9), Bamote-Baal, Bet-Baal-Meon, Jaaz [em hebr. Yáhtsha] e Quiriataim (Josué 13:17-19), Bezer (Josué 20:8), Horonaim (Isaías 15:5), e Bet-Diblataim e Queriote (Jeremias 48:22,24).

O primitivo território de Moabe parece ter sido dividido em três porções:

1- Terra de Moabe – ondulado país ao norte de Arnom, em frente a Jericó, chegando a Gilead pelo lado norte. Antes de os israelitas conquistarem Canaã, tinha sido essa terra tomada pelos amorreus; e depois da conquista foi cedida as tribos de Ruben e Gade, sendo recuperada, quando caiu o reino das dez tribos frente aos moabitas. Por essa causa as suas cidades são nomeadas pelos profetas como pertencentes a Moabe.

2- Campo de Moabe – planície alta e acidentada estende-se pelas montanhas que dominam o mar morto ao ocidente, até a Arabia ao oriente; e desde a profunda abertura do Arnom ao norte até o país de Edom ao sul. Os israelitas foram expressamente proibidos de entrar neste “campo”, e por essa razão eles passaram pelo deserto de Moabe ao oriente (Gn 36.35; Dt 2.8; 1Cr 1.46).

3- Campinas de Moabe – a seca e tropical região do Arabá, ao norte do Jordão, ali se encontram os sítios de várias cidades, sendo bons para o cultivo. Tinha duas cidades principais: Ar de Moabe e Quir, cidades-estado fortificadas. Na maior parte da sua vida histórica foram os moabitas decididos inimigos de Israel.

OS AMONITAS

Os amonitas descendem de Amon. Assim como os moabitas, os amonitas são fruto do relacionamento incestuoso de Ló com sua filha mais nova (Gênesis 19.38). Era uma tribo aramaica estabelecida perto do curso superior do rio Jaboque, além do lago de Tiberíades, num território que pertencia antes aos refaitas, chamados também de zamzumins (Deuteronômio 2.20). Tinham regime monárquico. A capital do reino era Rabat-Amon, hoje Amã, capital da Jordânia. Na época dos juízes tiveram muitos conflitos com Israel (Juízes 3.13; 10.7,9, 17; 11.4,32). Mais tarde foram derrotados por Saul e dominados por Davi (2 Samuel 10.14).
Adoravam como deus Moloque, estátua de bronze oca por dentro, e também a Milcom (I Reis 11.5,7). Nos braços estendidos e incandescentes de Moloque, eram ofertados as vítimas humanas, principalmente crianças. As Escrituras registram muitos episódios em que o povo de Deus se envolveu com os amonitas, sendo o mais expressivo a devoção de Salomão a essa divindade a ponto de mandar construir vários altares a Moloque em Jerusalém (1 Reis 11.1-8).

OS PERIZEUS
Este povo não tem origem em camita, primeiramente por não constar o seu nome na lista dos filhos de Cam em Gênesis 10.15-20, e também por não ter o costume de murar as suas cidades, uma vez que sua ocupação era a agricultura. Não tinham a guerra como uma de suas principais atividades. Ao tempo de Abraão estavam eles entre os cananeus da região d Betel (Gn 13.7). Nos dias de Jacó havia um grupo ou colonia deste povo nas proximidades de Siquém (Gn 34.30). Este povo logo após a morte de Josué, travaram batalhou contra Judá e Simeão nas montanhas do sul (Jz 1.1-5)

OS REFAINS

Também conhecidos como anaquins e emins (Js 11.21 e Dt 2.10-11). Parecem não possuir qualquer parentesco com os cananeus. Habitavam algumas regiões de ambos os lado do Jordão e de Hebrom. Pertencendo a uma raça aborígene de gigantes (Dt 2.10). A leste do Mar da Galiléia, na região de Basã, os israelitas, ainda sob o comando de Moisés, derrotou Ogue, o rei de Basã que era um remanescente dos gigantes, cuja cama de ferro media nove côvados de cumprimento e quatro de largura (Dt 3.11), ou seja, aproximadamente 4m por 1,80m.

RELIGIÃO DOS HABITANTES DE CANAÃ

As Escrituras nos informam muita coisa a respeito da religião dos cananeus. Enquanto a divindade principal para os cananeus era Baal, filho de El, para os filisteus era Dagom. Havia entre os cananeus muitas manifestações locais de Baal com deus da fertilidade, deus da tempestade etc. Tanto Baal quanto Dagom tinham um templo em Ugarite. Atar era a divindade que substituía Baal, quando este resolvia excursionar no submundo dos espíritos. Atar era filha de Aterate com El. Havia muitas deusas, como Anate, Aserá e Astarote, deusas do sexo, da fertilidade e da guerra. Anate era invocada para uma boa colheita (deusa da agricultura). Os deuses Shahru (estrela matutina) e Yarbu (deus da lua), bem como Resebe, deus da pestilência e da morte, também adorado em Canaã.

Os cananeus tinham como prática religiosa comum o sacrifício de crianças. Em escavações feitas pelo arqueólogo Macalister em Gezer, 1904-1909, foram encontradas ruínas de um “Lugar Alto”, que tinha sido um templo, no qual ocorria adoração a Baal e Astarote. Sob os detritos, neste local, foi encontrada uma grande quantidade de jarros contendo despojos de crianças recém-nascidas, que haviam sido sacrificadas a Baal. A área inteira se revelou um cemitério de crianças. Em Megido, Jericó e Gezer as escavações revelaram que era comum o “sacrifício dos alicerces”: quando iam construir uma casa, sacrificava-se uma criança, cujo corpo era colocado num alicerce, a fim de trazer felicidade para o resto da família.

ARQUEOLOGIA DA CIDADE DE SAMARIA


A CIDADE DE SAMARIA

Também conhecido como Sebastia, Sebastiya, Sebastiyeh, Sebastos, Sebustiyeh, Shamir, Shomeron, Shomron, “casa de Khomry”

Samaria, capital do Reino do Norte, Israel, estava localizada sobre uma colina de 91 metros de altura, a 67 quilômetros ao norte de Jerusalém. Situada a meio caminho do Jordão ao Mediterrâneo, a oriente da planície de Sarom, no alto de um monte alongado e íngreme, a noroeste de Siquém, próximo da entrada da Planície de Sarona e da entrada do Vale de Jezrael em direção a Fenícia. Os reis empreenderam muitas obras na cidade para a tornarem forte, bela e rica. Acabe construiu uma casa de marfim (1Reis 22.39) e também mandou cercar a cidade com grossas muralhas, tornando-a invencível. Construiu ainda, a gosto de sua esposa Jezabel, um monumental templo dedicado a Baal.

Durante o reinado de Onri e Acabe (882-851 a.C.), Israel foi constantemente ameaçada pelos arameus de Damasco. Nesse período a capital de Israel foi mudada de Siquém para Fanuel, na Transjordânia; logo após para Tersa e, em seguida para Samaria, por Onri (1 Rs 16.23-24). Onri pai de Acabe comprou de um cidadão de nome Semer, um monte onde construiu uma bela cidade. Em homenagem ao seu antigo proprietário, Onri deu a cidade o nome de Samaria (1 Reis 16.24).


A construção de Samaria foi completada por Acabe, e como capital permaneceu por 150 anos.
Foi em Samaria que os profetas Elias e Eliseu exerceram seus ministérios.

À época da invasão da terra por parte dos israelitas esta região era habitada pelos ferezeus. Couberam como herança as tribos de Efraim, Issacar e Benjamim. Com a divisão do reino entre Roboão e Jeroboão, a faixa de terra que se estendia desde Betel até Dã, e desde o mar Mediterrâneo até a Síria e Amom, ficou conhecida como província de Samaria. Essa área de terra foi primeiramente ocupada pelas dez tribos de Jeroboão. Esse território foi diminuídos pelas conquistas de Hazael, rei da Síria, conforme relato bíblico:

“Naquelas dias começou o Senhor a diminuir os limites de Israel, que foi ferido por Hazael em todas as suas fronteiras, desde o Jordão para o nascente do sol, toda terra de Gileade, os gaditas, os rubenitas e os manassitas, desde Aroer, que estão junto ao vale de Amom a saber Gileade e Basã” (2 Reis 10.32).

Depois foi a vez de Pul e Tiglate-Pileser diminuírem a extensão da província (2 Reis 15.29) e finalmente pelas vitórias de Salmanaser, que “passou por toda a terra, subiu a Samaria e a sitiou por três anos” (2 Reis 17.5-6). Depois deste último, Samaria ficou em completa desolação (2 Reis 17.23), sendo depois povoada por estrangeiros durante os anos de cativeiro (2 Reis 17.24; Esdras 4.10).

Foi ali que os profetas Elias e Eliseu exerceram seus ministérios. Por causa de seus constantes pecados, foi tomada mais tarde, depois de um cerco de cinco anos. O assédio, principalmente por Salmanaser IV, foi concluído por Sargão no ano de 772 a.C. (2 Reis 17.5-6). Os habitantes sofreram horrivelmente durante esse tempo, e esses sofrimentos acham-se descritos pelos profetas Oséias (Oséias 10.5,8-10) e Miquéias (1.6). Este último havia predito que a cidade seria reduzida a um montão de pedras. Subjugada a cidade, Sargão mandou seus habitantes para longe, estabelecendo-os em territórios que ficavam muito longe do país de origem. Em contrapartida trouxe outros povos para habitar as terras despovoadas, foi assim que surgiram os samaritanos.

Na Idade do Bronze Antigo (3300-2300 a.C.) a região de Samaria possuía a maior concentração de habitantes da região montanhosa do norte da Palestina.

No contexto bíblico, a história pode ser iniciada com a divisão da monarquia de Israel. Com a rejeição do modelo administrativo espolitório de Salomão, representado por seu filho Roboão, Israel foi dividido em dois reinos. Reino do Sul, composto das tribos de Judá e Benjamim, ficando como governantes os descendentes de Davi. Reino do Norte, com o rei Jeroboão filho de Nabat, e composto pelas outras dez tribos. Para realizar a separação religiosa que se concentrava no Templo de Jerusalém, Jeroboão fundou centros de cultos estratégicos em Dã e Betel.


ARQUEOLOGIA
O lugar foi escavado nos anos de 1908 a 1910 pelos doutores G.A Reisner e Clarence S. Fisher, da Universidade de Havard, e outra vez em 1931 a 1 933 e 1935 por J. W. Crowford.
O primeiro nível de ocupação importante foi do rei Onri e de seu filho Acabe. Acabe edificou um palácio ainda mais grandioso para sua nova esposa, Jezabel, e para si mesmo.


Os escavadores desenterraram os fundamentos do palácio de Onri, e os fundamentos e as ruínas ainda maiores do palácio de Acabe no cume da colina de Samaria. Na parte inferior do muro norte do palácio foram encontrados milhares de fragmentos de marfim, muitos dos quais haviam sido arruinados pelo fogo. Uns 30 ou 40 desses marfins foram recuperados em excelente estado de conservação. Em alguns deles estavam representados o loto, os leões, as esfinges e os deuses Ísis e Horus, o que indica a forte influencia do Egito sobre Israel nessa época.


Esta placa de marfim delicada mostra um leão atacando um touro. O leão simboliza o sol, o touro da terra, as duas criaturas eternamente em guerra pela supremacia, com o leão melhor equipados para ganhar. A placa teria sido ligado a uma tela ou um pedaço de mobília.


A Mulher na Janela; quem ou o que esta mulher foi permanece um mistério. É muito simplista dizer que ela era uma prostituta do templo, ela deve ter sido uma figura central em uma história seminal religiosos dos cananeus antigos. Ela é parodiado nas histórias da Bíblia de Jezabel, que aparece em uma janela pouco antes de ela ser assassinada, e na história do assassinato de Sísera Jael


Outra versão da Mulher na Janela, estes marfins teria sido pintado e dourado


Este marfim particular, não foi encontrado em Samaria, mas está incluído porque mostra a forma como estas pequenas obras-primas foram pintados e dourados

A esfinge alada, não muito diferente dos querubins alados que eram guardiões do Santo dos Santos no Templo de Jerusalém.

A coleção de marfim incluía peças talhadas de grande variedade e desenho, tanto em tamanho como em decoração. Algumas estavam em “redondo”, outras em placas em baixo-relevo, e outras eram silhuetas ou trabalhos de perfuração. Algumas peças tinham sido lavradas para receber incrustações em cores. Outras tinham sido recobertas de ouro, ou apresentavam incrustações de lápis-lazúli. Estas peças segundo deduziram os escavadores, estavam originalmente incrustadas no trono, nas camas, nos divãs, nas mesas, nos armários, e talvez nas paredes entre as colunas e no teto do palácio. Todos esses achados deram solidez ao relato do livro de 1 Reis 22.39, que mencionou a casa de marfim como uma das proezas de Acabe; ou seja, a residência que ele edificou para si mesmo e para sua rainha Jezabel. Também confirmaram o sermão do profeta Amós (Am 6.1-4; 3.15).

No extremo norte do pátio do palácio de Acabe, os escavadores encontraram um tanque de água feito de cimento, provavelmente, segundo dedução dos escavadores, o “tanque de Samaria” no qual foi lavado o ensangüentado carro de guerra de Acabe (1 Rs 22.38). Dentro de um dos armazéns do palácio foi recuperada a famosa “Óstraco de Samaria”, a qual constava de várias centenas de restos de cerâmica inscritos com tinta. Sessenta e três deles continham escritura bastante legível em hebraico antigo. Todos eles são apontamentos referentes a pagamentos de impostos em azeite e vinho, enviados por indivíduos às despesas do palácio real. Alguns desses mordomos tinham nomes bíblicos, tais como Acaz, Sabá, Nimshi, Abinoam e Gomer.

O monte de Samaria estava no território tribal de Manassés, mas aparentemente não foi significativamente habitada até ao tempo do rei Omri (pai de Acabe). Para os próximos 160 anos, a cidade era a capital do reino do norte, aparentemente atingir um tamanho de 150 acres (tão grande quanto Jerusalém no tempo de Ezequias). Samaria está bem situado, com declives acentuados em todos os lados. Esta realidade geográfica é refletida na história, como Samaria resistiu cercos pelos arameus (2 Ki 6), assírios durante 3 anos (2 Ki 17), e Hasmoneans por um ano.

israelita Acrópole

Omri comprou o monte de Semer por dois talentos de prata e fez este seu capital (1 Ki 16:24-28). Acabe o seu filho foi casado com a princesa fenícia Jezabel, e eles fizeram Baal culto difundido em Israel. Acabe construiu um templo de Baal aqui que mais tarde foi destruído por Jeú, juntamente com os sacerdotes de Baal (1 Reis 16:32, 2 Ki 10:18 ss). Escavações aqui revelaram a acrópole dos reis, com uma coleção de marfins e ostraca. Muito foi destruído pela construção de um templo de Herodes, o Grande.

Torre helenístico

Esta torre é considerado o melhor monumento helenístico sobreviver na Palestina. É ligado a um muro helenístico que protegia a acrópole no tempo de Alexandre, o Grande. A maneira que as pedras são colocadas é único como é o corte de bisel na face exterior. Dezenove cursos de pedra são preservadas. Os restos helenístico em Samaria também incluem uma fortaleza, cidade parede perto do portão oeste, moedas e jar estampado alças.

Cidade Romana

Herodes, o Grande reconstruiu a cidade e nomeou-o depois que o imperador (nome Augustus ‘em grego é Sebaste). Seiscentos e colunas revestidas de uma rua meia milha de Herodes Sebaste (foto à direita). O fórum romano era uma grande área aberta onde as pessoas montadas para o comércio ea actividade governamental. Na borda do fórum, arqueólogos escavaram uma basílica romana. Antes de ser adoptada pelos cristãos para os edifícios da igreja, basílica tipo de edifícios foram utilizados para funções econômicas e judiciais. Herodes também construiu um grande estádio, na encosta norte da cidade.

Templo de Herodes

Na acrópole de Samaria, e em cima da localização do anterior edifícios administrativos dos israelitas, Herodes, o Grande construiu um templo monumental dedicada a Sebaste. No processo, ele destruiu grande parte da anterior permanece desde o período israelita. Herodes também construiu templos em Cesaréia (também dedicada ao imperador) e em Jerusalém (dedicado ao Senhor, Deus de Israel). Os passos monumental retratado na data de esquerda para a reconstrução do templo durante o reinado de Septimus Severus (193-211 AD)

QUEM ERAM OS SAMARITANOS?

O sentido desta palavra na única passagem do Antigo Testamento (2Rs 17.29), aplica-se a um indivíduo pertencente ao antigo Reino do Norte de Israel. Em escritos posteriores, significa um individuo natural do distrito de Samaria, na Palestina central (Lc 17.11).

De onde veio a raça, ou como se originou a nacionalidade samaritana? Quando Sargom tomou Samaria levou para o cativeiro, segundo ele diz, 27.280 de seus habitantes, deixando ainda alguns israelitas no pais. Sabendo que eles conservavam o espírito de rebelião, planejou um meio de os desnacionalizar, estabelecendo ali colônias de habitantes da Babilônia, de Emate (2Rs 17.24), e da Arábia. Estes elementos estrangeiros levaram consigo a sua idolatria.
A população deixada em Samaria era insuficiente para o cultivo das terras, interrompido pelas guerras, de modo que as feras começaram a invadir as povoações e a se multiplicarem espantosamente, servindo na mão de Deus de azorrague para aquele povo. Os leões mataram alguns dos novos colonizadores. Estes atribuíram o fato a um castigo do deus da terra que não sabiam como apaziguar, e neste sentido pediram instruções ao rei da Assíria, que lhes mandou um sacerdote dos que havia entre os israelitas levados para o cativeiro. Este foi residir em Betel e começou a instruir o povo nas doutrinas de Jeová, porém, não conseguiu que os gentios abandonassem a idolatria de seus antepassados. Levantaram imagens de seus deuses nos lugares altos de Israel combinando a idolatria com o culto de Jeová (2Rs 17.25-33).

Este regime híbrido de adoração permaneceu até a queda de Jerusalém. Asor-Hadã continuou a política de seu avô Sargom (Ed 4.2), e o grande e glorioso Asenafar, que talvez seja Assurbanipal, completou a obra de seus antecessores, acrescentando à população existente, mais gente vinda de Elã e de outros lugares.

A nova província do império assírio decaia. Josias mesmo, ou seus emissários, percorreram todo o país, destruindo por toda a parte os lugares altos (2Cr 34.6,7), onde havia altares da idolatria. O culto pagão decrescia sob a influência dos israelitas que ficaram no país, e por causa do ensino dos sacerdotes. A ação renovadora de Josias foi mais um golpe. Anos depois, alguns dentre os samaritanos, costumavam ir a Jerusalém para visitar o templo e fazer adoração (Jr 41.5). Quando Zorobabel voltou do exílio, trazendo consigo bandos de cativos para Jerusalém, os samaritanos pediram licença para tomar parte na construção do templo, alegando que haviam adorado o Deus de Israel desde os dias de Asor-Hadã (Ed 4.2).

A maior parte dos judeus sentiam repugnância em manter relações sociais e religiosas com os samaritanos. Os samaritanos não tinham sangue puro de hebreus, nem religião judaica.

Diz o historiador judeu Flavio Josefo, que, no tempo em que os judeus prosperavam, os samaritanos pretendiam possuir alianças de sangue com eles, mas em tempos de adversidade, repudiavam tais alianças, dizendo-se descendentes dos imigrantes assírios.

Tendo Zorobabel, Jesua e seus associados rejeitado a oferta dos samaritanos para auxiliar a reconstrução do templo, estes não mais tentaram reconciliação com os judeus, antes pelo contrário, empenharam-se em impedir a conclusão da obra (Ed 4.1-10). Depois procuraram impedir o levantamento dos muros por Neemias, (Ne 4.1-23). O cabeça deste movimento era certo Sambalat o horonita, cujo genro havia sido expulso do sacerdócio por Neemias. O sogro, com certeza, fundou o templo samaritano sobre o monte Gerizim, para servir ao dignitário deposto em Jerusalém. Daqui em diante, todos os elementos indisciplinados da Judéia, procuravam o templo rival de Samaria, onde eram recebidos de braços abertos.

Enquanto durou a perseguição promovida por Antíoco Epifanes contra os judeus, os samaritanos declaravam não pertencer à mesma raça, e agradavam ao tirano, mostrando desejos de que o seu templo do monte Gerizim fosse dedicado a Júpiter, defensor dos estrangeiros.

Pelo ano 129 a.C., João Hircano tomou Siquém e o monte Gerizim, e destruiu o templo samaritano; porém os antigos adoradores continuaram a oferecer culto no monte onde existiu o edifício sagrado. Prevalecia ainda este costume no tempo de Jesus (Jo 5.20,21). Neste tempo, as suas doutrinas não deferiam muito na sua essência, das doutrinas dos judeus e especialmente da seita dos saduceus. Partilhavam da crença na vinda do Messias (Jo 4.25), mas somente aceitavam os cinco livros de Moisés.

SAMARITANOS CRISTÃOS 

O motivo principal que levou os samaritanos a receber tão alegremente o evangelho pregado por Filipe, foram os milagres por ele operados (At 8.5,6). Outro motivo que sem dúvida concorreu para o mesmo resultado, é que, ao contrário das doutrinas dos judeus, o Cristianismo seguia os ensinos e os exemplos de seu fundador, Jesus, admitindo os samaritanos os mesmos privilégios que gozavam os judeus convertidos ao Evangelho (Lc 10.29-37; 17.16-18; Jo 4.1-42).

http://prjoseiadrn.blogspot.com.br/2011/09/arqueologia-da-cidade-de-samaria.html

ARQUEOLOGIA DA CIDADE DE QUNRAM

Qumran, Khirbet Qumran, “ruína da mancha cinzenta”, é um sítio arqueológico localizado a uma milha da margem noroeste do Mar Morto, a 12 km de Jericó e a cerca de 22 quilômetros a leste de Jerusalém, em Israel.

Situado na fissura do Mar Morto entre dois barrancos profundos, em uma área onde atividades tectônicas são freqüentes e a precipitação média anual é muito baixa.

O meio ambiente atual é árduo e difícil para o cultivo; mas foi precisamente o clima árido e a inacessibilidade do local que contribuiu significativamente para preservação de estruturas e de materiais arqueológicos encontrados na região.

Nessa região há aproximadamente 330 dias de sol por ano e praticamente não há precipitações. O ar é tão seco e quente que a água das evaporações é seca imediatamente no ar, criando uma névoa e resultando em um cheiro de enxofre.

Qumran tornou-se célebre em 1947 com a descoberta de manuscritos antigos que ficaram conhecidos como os Manuscritos do Mar Morto.

Em 1947, os primeiros manuscritos foram encontrados em uma caverna às margens do Mar Morto por um jovem beduíno que cuidava de um rebanho de ovelhas. A notícia do achado espalhou-se rapidamente após a venda e aquisição dos primeiros manuscritos. De imediato a comunidade científica interessou-se pelo achado.

A “École Biblique et Archéologique Française de Jerusalém” desenvolveu pesquisas em Qumran e arredores desde o final da década de 40 até 1956. O chefe da equipe, no período de 1951 a 1956 foi o frei francês Roland Guérin de Vaux (1899-1971).


Aproximadamente 930 fragmentos de manuscritos hebraicos, aramaicos e gregos foram encontrados em onze cavernas em Qumran, datando de 250 a.C. ao século I da Era Cristã.

O ANTIGO TESTAMENTO: é composto de 39 livros que constituem os escritos sagrados – ou as Escrituras – do povo Judeu e da sua religião, o judaismo. Eles escreveram em hebreu e em aramaico, as duas linguas antigas dos judeus. Certos escritos são tão antigos que se ignora quase tudo sobre a sua origem. Os escribas judeus faziam de tempos a tempos novas cópias dos seus livros sagrados. Mas os documentos conservam-se mal num clima como este dos países bíblicos, de maneira que poucos manuscritos deste tempo foram encontrados.


Em 1947, os mais antigos textos do Velho Testamento hebraico datavam do 9º e do 10º século da nossa era. Tratavam-se de cópias dos cinco primeiros livros da Bíblia, o Pentateuco. Em 1947, foi feita a mais extraordinaria descoberta de manuscritos provenientes da biblioteca da comunidade judaica que vivia no Qunram, perto do Mar Morto, comunidade existente no tempo de Jesus. Estes manuscritos tem mil anos mais que os datados do século 9º e 10º da nossa era. Entre estes manuscritos do Mar Mortoo, havia cópias de todos os livros do Antigo Testamento, excepção ao livro de Ester.

Estes manuscritos do Qunram são muito importantes porque eles contêm essencialmente o mesmo texto que os do 9º e 10º século da nossa era. Ou seja, eles confirmam que o texto do Antigo Testamento não mudou durante um período de mais de mil anos. Os copistas trabalharam com tanto cuidado que não se encontra erros ou modificações. É verdade, que nalgumas passagens se encontram expressões diferentes, não por isso, modificação do sentido. Por vezes não é possível descobrir o sentido exacto de certas palavras hebraicas, pelo facto de estarem gastas ou as expressões que no século 9º da nossa era já não existiam. Por estas razões estudiosos das línguas bíblicas; persa, egípcias, hebraicas e gregas, realizam um trabalho notável, com relevo para a Universidade de Jerusalém.

ARQUEOLOGIA

A arqueologia distingue três fases de ocupações:

Junto a uma aguada fortificada do séc. VIII-VII a.C., ocorre uma ocupação essênia modesta antes de 100 a.C.; sob Alexandre Janeu, as instalações são ampliadas consideravelmente, passando a ser uma “fortaleza dos piedosos”. A estrutura comportava 200 a 300 pessoas. A colônia é abandonada após um terremoto em 31 a.C. e um incêndio.

Ocupação sob Arquelau (4 a.C. – 6 d.C.), com ampliação das fortificações e reforço da segurança. Destruição das fortificações pela Legio X Fretensis (68 d.C.); antes porém a monumental biblioteca é transferida às pressas para as cavernas das imediações.

Guarnição romana (68 – 100 d.C.); base de operações dos seguidores de Bar Cochba, na II Guerra Judaica (132-135 d.C.).


A primeira coisa que o visitante encontra no interno do sitio, é uma série de ruínas, testemunhas da existência de um vilarejo cercada por um muro de pedras. Não eram moradias, mas edifícios usados pelas atividades comunitárias da seita: aquedutos, cisternas, uma torre, uma sala de escritura, uma cozinha, uma sala para assembléias, uma para jantar, os armazéns para guardar os alimentos, um ambiente para trabalhar a cerâmica, o forno, a estrebaria. O pessoal não morava nesses edifícios, mas nas tendas que estavam ao redor.


A leste das ruínas, uma breve descida desertica chega à planície à beira do Mar Morto. A norte uma inclinação muito íngreme precipita no uadi Qumran, o leito do rio que tem um riacho somente com as raras chuvas. Da beira do uadi, é possível enxergar as aberturas das grutas onde foram encontrados os manuscritos. Aqui foram escondidos pelos adeptos da seita, quando desconfiaram que os romanos podiam aparecer e destruir a comunidade. A oeste a parede rochosa e seca da montanha, que forma um abismo de 250 metros, onde no inverno aparece uma cachoeira.


O sítio tem inúmeras miqweh, as piscinas para rituais nas quais se celebrava o batismo dos novos adeptos ou as lavagens. A caraterística principal destas piscinas é que não eram apenas cisternas para guardar a água da chuva ou para servir às necessidades higiênicas. As abluções nas piscinas eram parte fundamental do culto essênico.


Podemos comparar as miqweh hebraicas aos ghat da Índia que se encontram na beira do rio Gange ou no interno dos templos hindu. A estrutura das piscinas mostra claramente que foram concebidas propositadamente para as pessoas poderem entrar comodamente na água, por meio de uma escadaria, e ali cumprir o ritual de purificação. Em primeiro lugar, antes de reunir-se para a refeição comunitária, os membros trocavam de roupa, vestiam uma veste de linho e mergulhavam nas piscinas. Em segundo lugar lembramos que o mesmo ritual de admissão na comunidade era uma cerimônia batismal: a purificação conseguida mergulhando na água. Quem pode não refletir sobre o extraordinário paralelismo com os costumes dos primeiros cristãos, os quais admitiam os novos adeptos com um batismo purificador dos pecados?


Também o ritual da abertura da refeição comunitária é motivo de considerações sobre as ligações entre o cristianismo e essenismo: “…E quando aprontarem a mesa para comer o pão ou o vinho doce para beber, o sacerdote estenderá a mão para abençoar o pão e o vinho doce…”; “…e quando se reuniram à mesa comum para comer ou para beber o vinho doce, na hora que a mesa será aprontada e o vinho doce será versado, ninguém estenderá a mão sobre o pão e o vinho doce antes do que o sacerdote, já que ele abençoará o pão e o vinho doce e estenderá por primeiro suas mãos sobre o pão…”. O fato que o pão e o vinho tenham que ser abençoados pelo sacerdote, antes de ser distribuídos aos comensais, evoca em maneira mais que evidente o ritual eucarístico cristão e a inteira representação do último jantar de Jesus.


Nesta altura, é possível compreender porque a descoberta dos manuscritos causou uma séria preocupação ao mundo católico, e tornou Padre de Vaux um tanto ciumento destes rolos, induzindo-o a criar uma comissão “internacional” feita apenas de pessoas de fé certificada, e a ocultar os rolos proibindo o acesso aos outros. O material qumraniano tinha que ficar sob controle, para evitar eventuais perigos à interpretação histórica comumente aceita do cristianismo primitivo.

Piscina usada nos rituais da seita de Khirbet Qumran

Felizmente, no início da década de 90, alguém conseguiu tornar públicas cópias fotográficas dos manuscritos, abrindo a possibilidade de estudar o material num clima livre de monopólios e condicionamentos à parte. Com certeza o mérito maior de tudo isso pertence ao professor R. Eisenman, diretor do departamento de Estudos Religiosos da Universidade da Califórnia (EUA), o qual há anos vinha tentando acessar os manuscritos, mas em resposta ouviu exatamente estas palavras: “Nunca o Senhor vai ver os rolos, até a morte”. O pesquisador afirma que essênios (hassidim, em hebraico), zadoquitas (zaddiqim, em hebraico), zelotes (qannaim, em hebraico), nazoreus (nozrim, em hebraico, nazorai, em grego) e os primeiros cristãos judeus (Simone, Giacomo…) sejam, em prática, a mesma coisa, ou pelo menos, aspectos muito correlatos de uma só realidade: a divergência religiosa, purista e intransigente contra a evidente corrupção da classe sacerdotal de Jerusalém, e a presença, no trono de Israel, de uma dinastia indigna, a de Erodes. A seita se tornou guarda do conceito messiânico, e a vida sectária era concebida como uma preparação concreta, religiosa, mas também militar no sentido comum da palavra, à iminente liberação messiânica, que teria devolvido a Yahweh a soberania única de Israel.

Uma importante consideração a fazer é relativa ao nome que a seita qumraniana dava a si mesma e ao lugar onde estava instalada. Logicamente a denominação de Khirbet Qumran é moderna e pertence à língua árabe. Para conhecer como os qumranianos indicavam seu próprio lugar de auto – exílio, podemos utilizar as palavras do Documento de Damasco [imagem a direita]:

“…o poço é a lei, e aqueles que o escavaram são os convertidos de Israel, aquele que saíram da terra de Judá e se exilaram na terra de Damasco…” (Documento de Damasco VI, 4-5)

“…segundo a disposição daqueles que entraram no novo pacto na terra de Damasco…” (Doc. Damasco VI, 19)

“…a estrela é a intérprete da lei que verá a Damasco, como está escrito: uma estrela tem feito muita estrada desde Giacobbe, e um cetro se levanta de Israel…” (Doc. Damasco VI, 18-20)

É importante observar, neste último versículo, a citação de uma profecia messiânica [Num. 24,17], que o Novo Testamento afirma estar referida a Cristo (Mt 2, 1-12 e Ap. 22, 16), também em relação a imagem da “estrela” como astro nascente que anuncia a chegada do Messias. Isso torna ainda maior a ligação do movimento cristão originário com o qumraniano.
E ainda:

“…Todos os homens que entraram no novo pacto na terra de Damasco, mas depois se foram, traíram e se afastaram do poço da viva água…” (Doc. Damasco VIII, 21)

Neste versículo também encontra-se uma correspondência com o Novo Testamento. A imagem do poço da viva água corresponde perfeitamente às palavras usadas por Jesus no diálogo com a samaritana, no Evangelho de João.

E ainda:

“…o pacto com o qual se comprometeram com o país de Damasco, ou seja, o novo pacto…” (Doc. Damasco XX, 12)


Tudo isso leva a acreditar que expressões como Damasco e a terra de Damasco, eram utilizadas pelos qumranianos para indicar ora a si mesmos e a sua comunidade, ora o lugar ou os lugares dos seus rituais. Muitos estudiosos concordam com esta opinião, inclusive o mesmo Padre de Vaux (L’archeologie et les manuscrits de la Mer Morte, London 1961), além de J. Barthelemy, A. Jaubert, G. Vermes, N. Wieder e outros. Qual o motivo de os qumranianos adotarem esta denominação? Eles trouxeram inspiração num texto bíblico, Amos 5, 26-27, que de fato vem citado no mesmo Documento de Damasco (VII, 14-15), onde se fala da teologia da deportação e do exílio (veja também Jeremias e Ezequiel).


Em prática, Damasco é visto como um lugar de exílio, um lugar onde os homens pio e puros encontram um abrigo em frente a cólera de Deus. Jeremias e Ezequiel falam dos exilados em Damasco como a parte melhor do povo de Israel. Os qumranianos, que se separaram auto-exilando-se no deserto do Mar Morto para protesto contra a corrupção da classe sacerdotal de Jerusalém, explorando a similitude com os versos bíblicos, comparam a si mesmos aos “deportados na terra de Damasco”, e nomearam Damasco o próprio ritual.


Tudo isso tem um papel fundamental na leitura e interpretação do Novo Testamento. O Professor R. Eisenman (California State University), que acredita na identidade, ou pelo menos numa estrita parentela, entre a comunidade de Qumran e o movimento judeu-cristão primitivo, afirma que o famoso trecho dos Atos dos Apóstolos no qual Paulo é enviado a Damasco pelo sumo sacerdote em busca de cristãos para prendê-los, tenha que ser completamente reinterpretada, entendendo com Damasco não a célebre cidade da Síria, mas este sitio de Qumran.


De fato, é importante observar que na Síria, nem Paulo nem o sumo sacerdote de Jerusalém tinham alguma autoridade. A cidade de Damasco pertencia a outra administração e as autoridades de Jerusalém não tinham nenhum direito de efetuar ações de polícia na Síria. Tudo isso mostra claramente a quantidade de questões que podem nascer de uma atenta análise da origem cristã. E de quanto tenha sido manipulada a memória histórica, pelos interesses apologéticos de uma nova religião extra Judia, que tinha se afastado completamente da fé da comunidade judeu-cristã primitiva. É extremamente provável que os Atos dos Apóstolos, um documento sobre cuja atendibilidade histórica é possível fazer inúmeras objeções, tenha sido redigido pelos seguidores da teologia revisionista de Paulo com o fim de dar a impressão de uma continuidade entre o movimento do messias injustiçado por Pôncio Pilatos e a “eclesia” dos cristãos que estava formando-se, sobretudo em ambientes greco-romanos e da diáspora hebraica. Claramente, uma continuidade completamente falsa.

COMUNIDADES CRISTÃS EM ISRAEL

A história das comunidades cristãs na Terra de Israel começa com a vida e o ministério de Jesus de Nazaré. Depois da Sua morte e ressurreição, a Igreja Apostólica nos seus primeiros anos, pelo menos aquela que se encontrava em Jerusalém e a sua volta, continuou judaico-cristã até a reconstrução de Jerusalém (c. 130 b.C), como a cidade romana Aelia Capitolina pelo imperador Adriano. Desde esta data a composição da igreja local tem sido completamente não judia. E também era única e não dividida, até os primeiros conselhos ecumênicos.

Até a época da conquista muçulmana a Igreja no Oriente já estava subdividida em várias igrejas, apesar de que elas pareciam continuar a compartilhar o uso dos locais sagrados. Foi somente com os reinados das cruzadas que a supremacia (praedominium) da Igreja (latina) do Ocidente que começou a disputa com relação aos locais sagrados, que continuou sem descanso através dos períodos mameluco e otomano, até a declaração do Status Quo em 1852.
De acordo com as estatísticas mais recentes disponíveis, mais de 6.4 milhões de pessoas vivem em Israel hoje em dia, e cerca de 1.4 milhões não são judias. Entre estas aproximadamente 123,000 são cristãos. Estes dados não incluem a Cisjordânia ou a Faixa de Gaza, onde censo algum foi feito desde 1967. Naquela época, a população cristã daquelas áreas foi estimada perto de 33,000 Deve-se notar que a população cristã na Judeia, Samária e Gaza tem decrescido nos últimos anos.

As comunidades podem ser divididas em quatro categorias básicas – ortodoxa, não calcediana, (Monofisista), Católica (Latina e Unida) e Protestante – e consiste de cerca de 20 igrejas antigas e nativas, e outros 30 grupos denominacionais, principalmente Protestantes.

Exceto por igrejas nacionais, como a Armênia, a maioria das comunidades natais falam predominantemente o árabe e, provavelmente, são descendentes das primeiras comunidades cristãs do período bizantino.

AS IGREJAS ORTODOXAS

A igreja ortodoxa (também chamada Igreja Oriental ou Grega Ortodoxa) consiste de uma família de igrejas, todas reconhecendo a primazia honorária do Patriarca de Constantinopla. Historicamente esta igreja se desenvolveu das igrejas da Romana Ocidental do império bizantino.
O Patriarca Ortodoxo Grego se considera a Mãe da Igreja de Jerusalém, para quem a dignidade patriarcal de bispo foi dada no Conselho de Chalcedon em 451. Desde 1054 tem estado em rompimento com Roma. Entretanto, em 1964 foi realizado em Jerusalém um encontro histórico entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Athenagoras. Depois de 1909 e da conquista das cruzadas o patriarca (ortodoxo) de Jerusalém, já em exílio, foi removido para Constantinopla, e a residência permanente em Jerusalém não foi restabelecida até 1845.

Desde 1662 a direção dos interesses ortodoxos na Terra Santa tem estado com a Irmandade do Santo Sepulcro, que tem procurado guardar o status da Igreja Ortodoxa nos locais sagrados e preservar o caráter helenístico do Patriarcado.

A paróquia é constituída predominantemente de pessoas que falam a língua árabe e é servida por sacerdotes árabes casados, além de membros da Irmandade do Santo Sepulcro. A comunidade tem cerca de 50.000 pessoas, principalmente em Jerusalém e na Galileia, com um número similar na Judeia, Sumária, Gaze e nos países vizinhos incluídos no patriarcado.

Duas outras igrejas nacionais ortodoxas históricas também têm representação no país: A russa e a romena. Estando em comunhão com a Igreja Ortodoxa Grega, elas estão sobre a jurisdição local do Patriarca Ortodoxo Grego.

A Missão Ortodoxa Russa foi estabelecida em Jerusalém em 1858, mas os cristãos russos começaram a visitar a Terra Santa no 11o século, somente poucos anos depois da Conversão de Kiev. Tais visitas continuaram durante os próximos 900 anos, eventualmente crescendo e se transformando nas grandes peregrinações do final do século XIX, que continuaram até a Primeira Guerra Mundial e terminaram com a Revolução Russa.

Desde 1949 o título das propriedades da igreja russa no que então era o Estado de Israel tem sido mantido pela Missão Ortodoxa Russa (patriarcado em Moscou); o título às propriedades nas áreas que então estavam sob o controle jordaniano continua com a Missão Eclesiástica Russa que representa a Igreja Ortodoxa Russa no exílio.

As duas missões são lideradas por um arquimandrita, que é assistido por vários monges e freiras.

Uma missão representando a Igreja Ortodoxa Romena foi estabelecida em 1935. Ela é liderada por um arquimandrita e consiste de uma pequena comunidade de monges e freiras que residem em Jerusalém.

Durante muitos anos nos séculos passados a Igreja Ortodoxa Georgiana manteve sua presença na Terra Santa. Depois que a Geórgia ganhou a sua independência, vários monges ortodoxos georgianos vieram viver em Jerusalém sob a égide da Igreja Ortodoxa Grega.

AS IGREJAS NÃO CALCEDIANAS

As igrejas não calcedianas são Igrejas do Ocidente – Armênia, Cóptica, Etíope e Síria – que rejeitaram os ensinamentos do Conselho de chalcedon (451) sobre a natureza dupla (divina e humana) de Cristo. As igrejas não calcedianas acreditam na doutrina monofisista, que em Cristo havia uma única e divina natureza.

A Igreja Ortodoxa Armênia é datada no ano 301 e na conversão da Armênia, a primeira nação a adotar o cristianismo. Uma comunidade religiosa armênia tem estado presente em Jerusalém desde século V. As fontes armênias datam o primeiro Patriarcado a uma carta dada pelo Califa Omar ao Patriarca Abrão no ano de 638. O patriarcado armênio de Jerusalém foi estabelecido em 1311.

Durante o século XIV e durante e imediatamente depois da Primeira Guerra Mundial a comunidade armênia local cresceu. Antes de 1939 ela tinha mais de 15,000 pessoas e era o terceiro maior grupo cristão. Hoje em dia a comunidade tem menos de 2500 – 3000 membros que vivem no Bairro Armênio de Jerusalém, e outras que vivem em Haifa, Jafa, Ramalha e Belém (e Amã e Jordânia).

A Igreja Ortodoxa Cóptica tem suas raízes no Egito, onde a maioria da população se tornou cristã durante os primeiros séculos. Eles declaram terem chegado em Jerusalém com Sta. Helena, mão do imperador Constantino.

Esta igreja teve uma primeira influência no desenvolvimento do na vida monástica no deserto, na vastidão da Judeia. A comunidade floresceu durante o período mameluco (1250 – 1517), e novamente com Mohamed Ali em 1830. Desde o século XIII o Patriarca (cóptico) de Alexandria tem sido representado em Jerusalém por um arcebispo residente. A comunidade tem cerca de 1500 membros, principalmente em Jerusalém e em Ramla.

A Igreja Ortodoxa Etíope tem uma comunidade em Jerusalém desde, pelo menos, a idade média. Os historiadores que estudam a época da formação igreja mencionam a presença etíope na Terra Santa já no século IV. O que é certo é que durante os séculos que seguiram a Igreja Etíope teve direitos importantes sobre os sítios sagrados, mas a maioria deles durante o período turco, antes da declaração do status quo.

Hoje em dia, a Igreja Etíope em Israel é uma pequena comunidade liderada por um arcebispo e consiste principalmente de algumas dezenas de monges e freiras que vivem na Cidade Velha e em volta da Igreja Etíope na Jerusalém Ocidental. Com a imigração dos etíopes para Israel a comunidade secular cresceu um pouco durante os últimos 20 anos. Desde o restabelecimento dos laços diplomáticos entre Israel e Etiópia, a peregrinação também cresceu.

A Igreja Ortodoxa Síria é a sucessora da antiga Igreja de Antioquia e uma das comunidades cristãs mais antigas no Oriente Médio. Entre as suas tradições está o uso contínuo da língua síria (aramaico ocidental) na liturgia e nas rezas.

Eles também são conhecidos como jacobitas (em nome de Jacob Baradaeus, que organizou a igreja no século VI). O seu patriarca reside em Damasco. Tem havido bispos ortodoxos sírios em Jerusalém desde 793; permanentemente desde 1471. Hoje em dia a igreja local é chefiada por um bispo que reside em Jerusalém no monastério do século VII de S. Marco. A comunidade consiste somente de umas poucas famílias, a maioria em Nazaré, Haifa, Jericó, Ramla, Beit Sahour e Beit Jala.

A Igreja Apostólica do Oriente (algumas vezes chamada erroneamente de Nestorianos), se origina na fronteira entre a Turquia, o Irã e o Iraque, e segue a liturgia e as rezas na língua siríaca (aramaico oriental). Desde 1917 o seu patriarca reside em Chicago e em Kerala (Índia). A presença da igreja em Jerusalém foi estabelecida no século V, sendo representada por um arcebispo

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2 comentários em “Estudos Interessantes Sobre Israel

  1. Toda aquela região era habitada por edomitas, amoreus, cananeus , acádios e outros povos da monogenese sumeriana .Os judeus se misturarama a eles e cultuavam seus deuses.Melkisedheq era arameu e os patriarcas também o foram.Jerusálem ( URU ( cidade)SÁLEM(SALIM) de um deus cananeu relativo a Vênus.Todo repúdio que os judeus os tinham, hoje voltou-se contra eles. O nome CANAÃ – Cananéia – Cananeus- Fenícios(filisteus – filistinos – palestinos).Hoje ainda os judeus são perseguidos em detrimento das perseguições que fizeram aos outros, inclusive a de um certo galileu,que não era judeu, mas da Galiléia(provincía da Judéia e consequentemente romana)

  2. FANTASTICO O ESTUDO, EXISTEM REALMENTE MUITOS E MUITOS MISTERIOS AINDA NAO REVELADOSAO HOMEM, AINDA HA MUITO A SE DESCOBRIR, COMO POR EXEMPLO O SANTUARIO DE DEUS AQUI NA TERRA, QUE AO MEU VER TUDO TEM HAVER COM O RIO ARNON.

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